Em relação ao atendimento a paciente com insuficiência card...
Gabarito comentado
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Tema central: Esta questão aborda atendimento de pacientes com insuficiência cardíaca, com foco na conduta frente à necessidade de reavaliação ecocardiográfica periódica em pacientes estáveis.
Justificativa da alternativa correta (B): Segundo a Atualização da Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica (2012), “Reavaliação ecocardiográfica periódica não deve ser procedimento de rotina em pacientes estáveis. Pode ter utilidade clínica em pacientes que apresentam piora clínica evidente, visando readequar manejo terapêutico”. Portanto, exames repetidos sem justificativa clínica representam desperdício de recursos e não mudam a conduta na ausência de novos sintomas.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. A “variabilidade de amplitude da onda T” em pacientes chagásicos, quando presente, está associada a maior instabilidade elétrica e pior prognóstico cardiovascular, não a prognóstico favorável.
C) Incorreta. A vacinação contra influenza é RECOMENDADA em pacientes com insuficiência cardíaca crônica, pois reduz internações e complicações infecciosas nesse grupo de risco. Protocolo do Ministério da Saúde reforça: “Imunizações anuais são recomendadas para portadores de cardiopatias crônicas”.
D) Incorreta. Betabloqueadores associados a IECA reduzem sintomas e reduzem mortalidade em insuficiência cardíaca (Fortin, 2017; UpToDate). Ambos fazem parte do manejo padrão.
E) Incorreta. A gravidez deve ser cuidadosamente individualizada em mulheres com insuficiência cardíaca. Embora frações de ejeção <28-35% indiquem alto risco, a contraindicação absoluta pode ocorrer em valores superiores ou inferiores, dependendo do contexto clínico (Diretriz SBP/SBC). O valor “28%” não é consenso universal ou isolado como único preditor de risco.
Destaques e pegadinhas: Atente-se para termos enfáticos ou negativos (“não deve ser procedimento de rotina”) e recomendações baseadas em melhor evidência e diretrizes oficiais. Pegadinhas clássicas incluem inversão do contexto clínico (ex: quando examinar de rotina x quando reavaliar por mudança clínica) e afirmações absolutas sem respaldo em protocolos atualizados.
Resumo final: Fundamentar a conduta clínica sempre em protocolo e guideline, evitando exames desnecessários e reconhecendo indicações pontuais de reavaliação.
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