Fissura labiopalatina, também conhecida como lábio
leporino, é o nome usado para definir um tipo de
deformidade congênita em crianças. Acomete 1 a cada
650 bebês nascidos no país. É uma doença
caracterizada pela abertura no lábio superior de um ou
até mesmo dos dois lados, com uma abertura no palato,
conhecido como céu da boca. As consequências do
lábio leporino e da fissura labial podem ser diversas na
vida da criança, e vão além da aparência, como a
insuficiência velofaríngea. Isso afeta a fala, alterando o
som pronunciado por essas pessoas para uma voz
anasalada (fanha). A fissura labiopalatina é a anomalia
craniofacial mais comum. Essas fissuras podem ocorrer
de forma isolada no palato ou ainda se estenderem para
a região do lábio. Além disso, as fendas labiopalatinas
podem ser unilaterais ou bilaterais. Dependendo da
forma com que se manifestam, as fissuras são
classificadas de diferentes formas. Os hospitais de
referência brasileiros, especializados no tratamento de
fissuras labiopalatinas e anomalias craniofaciais,
adotam a classificação de SPINA (1972), que toma por
base o forame incisivo. De acordo com a classificação
de Spina, as fissuras são divididas em quatro
categorias, são elas: fissuras pré-forame incisivo,
fissura transforame, fissura pós-forame, fissura raras da
face. Quando atingem tanto palato mole como palato
duro, morrendo no forame incisivo, estaremos diante de
qual tipo de fissura?
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