Uma paciente de 54 anos, apresentando quadro de dor em hipo...
Uma paciente de 54 anos, apresentando quadro de dor em hipocôndrio direito e colelitíase, foi submetida à colecistectomia videolaparoscópica eletiva. O laudo histopatológico identificou adenocarcinoma de vesícula com invasão de toda a extensão da camada muscular do órgão, alcançando o tecido conjuntivo perimuscular.
A conduta adequada é
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Tema central: Adenocarcinoma de vesícula biliar (estágio T2) – conduta cirúrgica após achado incidental em histopatológico.
Explicação e Justificativa:
O adenocarcinoma de vesícula biliar classificado como T2 invade toda a camada muscular e alcança o tecido conjuntivo perimuscular, mas não ultrapassa a serosa nem atinge o fígado. Segundo as principais diretrizes cirúrgicas – incluindo Sociedade Brasileira de Hepatopancreatobiliar e o UpToDate – a conduta padrão é colecistectomia radical, composta por bissegmentectomia IVB e V do fígado associada à linfadenectomia regional (pedículo hepático e tronco celíaco).
Esta abordagem maximiza a chance de ressecção R0 (margens negativas), reduz recidivas e aumenta a sobrevida, especialmente porque até 50% dos tumores T2 possuem microinvasão hepática ou linfonodal não detectada macroscopicamente.
Segundo o capítulo de neoplasias da vesícula biliar no “Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª ed.”: ‘Lesões T2 requerem colecistectomia radical, com ressecção dos segmentos IVB e V e linfadenectomia regional para melhora do prognóstico’.
Análise das Alternativas:
- A) Correta. Bissegmentectomia IVB e V + linfadenectomia pedículo hepático e tronco celíaco é a abordagem cirúrgica padronizada para T2, como exposto acima.
- B) Incorreta. Hepatectomia direita é procedimento maior do que o necessário, recomendado somente para doença invasiva em lobo direito ou hepatobiliares avançados. Aumenta morbimortalidade sem ganho de sobrevida nesta situação.
- C) Incorreta. Ressecção em cunha do leito hepático é insuficiente para T2, pois pode não retirar todo o tecido potencialmente comprometido e linfadenectomia é obrigatória.
- D) Incorreta. Quimioterapia isolada não é curativa no estágio T2; pode ser adjuvante, mas não substitui a cirurgia.
- E) Incorreta. Observação implica manejo expectante, o que é inadequado—perder-se-ia oportunidade de tratamento curativo nesta fase.
Pontos-chave na interpretação de provas: Identifique sempre o estágio exato da doença (aqui: invasão até tecido conjuntivo perimuscular = T2) e relacione isso ao protocolo terapêutico. Pegadinhas freqüentes incluem opções insuficientes (comuns em T1b ou “leito hepático”) ou excessivas.
Resumo: O tratamento do carcinoma de vesícula T2 é colecistectomia radical (bissegmentectomia IVB/V + linfadenectomia), conforme literatura e boas práticas assistenciais.
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