Eram dois, ele e ela, ambos na flor da beleza e da
mocidade. O viço da saúde rebentava-lhes no encarnado
das faces, mais aveludadas que a açucena escarlate
recém aberta ali com os orvalhos da noite. No fresco
sorriso dos lábios, como nos olhos límpidos e brilhantes,
brotava-lhes a seiva d’alma. Ela, pequena, esbelta, ligeira,
buliçosa, saltitava sobre a relva, gárrula e cintilante do
prazer de pular e correr; saciando-se na delícia inefável de
se difundir pela criação e sentir-se flor no regaço daquela
natureza luxuriante. Ele, alto, ágil, de talhe robusto e bem
conformado, calcando o chão sob o grosseiro soco da bota
com a bizarria de um príncipe que pisa as ricas alfombras,
seguia de perto a gentil companheira, que folgava pelo
campo, a volutear e fazendo-lhe mil negaças, como a
borboleta que zomba dos esforços inúteis da criança para
a colher. Caminhavam por uma recha, bordada de ilhas de
mato, que emergiam aqui e ali do verde gramado. Pela
ramagem frondente das árvores e renovos que
abrolhavam, percebia-se a proximidade de uma grande
manancial, e entre as crepitações da brisa nas folhas,
como um tom opaco desse arpejo da solidão, ouvia-se o
murmúre soturno do Piracicaba, que leva ao Tietê o tributo
caudal de suas águas. Autor: José de Alencar. Trecho
extraído da obra Til.
Qual é o cenário natural descrito no trecho?
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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teste
Parabéns! Você acertou!
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