Ainda há debate acerca da melhor técnica cirúrgica para o t...

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Q1091227 Medicina
Ainda há debate acerca da melhor técnica cirúrgica para o tratamento do câncer de esôfago. Uma vantagem da esofagectomia transhiatal quando comparada à técnica de Ivor-Lewis é
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Tema central: A questão aborda as diferenças entre as principais técnicas cirúrgicas para o tratamento do câncer de esôfago, focando na esofagectomia transhiatal versus a técnica transtorácica de Ivor-Lewis. Conhecer vantagens, limitações e complicações comuns de cada método é fundamental para cirurgiões atuantes em oncologia.

Justificativa da alternativa correta (B): A principal vantagem da esofagectomia transhiatal é a menor morbidade respiratória. Isso ocorre porque a técnica transhiatal evita a toracotomia, ou seja, não há abertura do tórax, o que significa menor manipulação pulmonar e menor trauma à caixa torácica. Como resultado, há redução da incidência de complicações respiratórias, como pneumonia e insuficiência respiratória no pós-operatório.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA): “A morbidade respiratória tende a ser menor na via transhiatal, pois não há necessidade de toracotomia.”

Revisões sistemáticas (UpToDate, Maio Clinic Proceedings) também reforçam que “o risco respiratório pós-operatório é inferior na abordagem transhiatal.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Menor taxa de fístula da anastomose esofágica: Incorreta, pois a abordagem transhiatal pode até elevar o risco de fístulas pela anastomose cervical e pela dissecção às cegas do mediastino, especialmente em tumores altos.

C) Redução no sangramento intraoperatório: Não é vantagem exclusiva, pois o controle do mediastino é menor e pode haver risco de lesão vascular importante.

D) Maior radicalidade, com taxas superiores de ressecção R0: Inadequada. A Ivor-Lewis permite uma linfadenectomia mais abrangente e maiores taxas de ressecção radical (R0).

E) Risco menor de rouquidão pós-operatória: Errada! Na técnica transhiatal há maior risco de lesão do nervo laríngeo recorrente, aumentando a chance de rouquidão.

Dica para futuras provas: Atente-se às técnicas cirúrgicas e às complicações esperadas. Palavras como “maior radicalidade” e “menor risco de rouquidão” frequente-mente são usadas como pegadinhas.

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A resposta correta para a questão é a alternativa B, que afirma que a esofagectomia transhiatal tem uma morbidade respiratória inferior em comparação com a técnica de Ivor-Lewis. A esofagectomia é uma cirurgia complexa que envolve a remoção do esôfago e a reconstrução do trato gastrointestinal superior. Existem várias técnicas cirúrgicas que podem ser usadas para essa intervenção, e a escolha da técnica ideal depende do caso individual do paciente e da avaliação do cirurgião. A técnica de Ivor-Lewis é mais invasiva e pode levar a complicações respiratórias pós-operatórias. Por outro lado, a esofagectomia transhiatal é menos invasiva e, portanto, tem uma morbidade respiratória inferior.

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