Na abordagem clínica e investigação da hipertrofia prostátic...
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O tema central da questão é a abordagem clínica e investigação da hipertrofia prostática, com foco na relação entre a hipertrofia prostática benigna e o câncer de próstata. É crucial entender que, na prática clínica, a investigação do câncer de próstata envolve múltiplos fatores e exames diagnósticos.
Analisando a alternativa correta (C): A estratégia para investigar câncer de próstata deve combinar dosagens seriadas do PSA e toque retal.
Para investigar o câncer de próstata adequadamente, recomenda-se a combinação de exames. O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma proteína produzida pela próstata, e seu nível pode estar elevado em casos de hiperplasia benigna, prostatite e câncer de próstata. **O toque retal** é um exame físico que ajuda a detectar anormalidades na próstata que o PSA sozinho não indicaria. Essa abordagem combinada é respaldada por diretrizes médicas, como as da Sociedade Brasileira de Urologia.
Examinando as alternativas incorretas:
A - Os sintomas irritativos são específicos da hipertrofia prostática. Os sintomas irritativos, como urgência urinária e noctúria, não são específicos da hipertrofia prostática; eles podem ocorrer em várias condições urológicas, como infecções do trato urinário.
B - O exame PSA total na faixa de 4 a 10 ng/ml indica que o paciente tem uma probabilidade de 75% de apresentar câncer de próstata, mesmo sem conhecer os níveis de PSA livres. Essa afirmação é incorreta. O PSA na faixa de 4 a 10 ng/ml é considerado uma zona cinzenta, e a probabilidade de câncer não é de 75%, especialmente sem considerar a relação PSA livre/total, que pode ajudar a diferenciar entre condições benignas e malignas.
D - O rastreamento do câncer de próstata pode ser realizado exclusivamente com a dosagem de níveis séricos de PSA. O PSA isolado pode resultar em falsos positivos ou negativos. Portanto, o toque retal é essencial para uma avaliação mais precisa.
E - Em pacientes com dosagem de PSA elevados, o toque retal só vai ser indicado naqueles com sintomas obstrutivos. O toque retal deve ser feito independentemente dos sintomas, pois nem todos os pacientes com câncer de próstata apresentam sintomas obstrutivos.
Entender essas nuances é crucial para a prática cardiológica, pois pacientes com condições prostáticas frequentemente apresentam-se a médicos de diversas especialidades.
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