Analise as afirmativas a seguir: I. O surgimento de uma pla...
I. O surgimento de uma placa fibrosa na túnica albugínea peniana que envolve os corpos cavernosos levando a curvatura do pênis durante a ereção é conhecida como Doença de Peyronie.
II. Na Doença de Peyronie jamais o indivíduo terá de dor, mas pode vir acompanhada de disfunção erétil além de causar transtornos psicológicos e afetar a qualidade de vida dos pacientes.
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Tema central: Doença de Peyronie — formação de placa fibrosa na túnica albugínea dos corpos cavernosos, levando a curvatura peniana em ereção, podendo cursar com dor (sobretudo na fase inflamatória), disfunção erétil e importante impacto psicossocial.
Alternativa correta: A
Justificativa:
I – Verdadeira: descreve precisamente a Peyronie. A placa cicatricial na túnica albugínea reduz a complacência local, gerando curvatura durante a ereção. Referências: EAU Guidelines 2024; AUA Guideline on Peyronie’s Disease; Campbell-Walsh Urology.
II – Verdadeira: embora dor seja comum na fase aguda, ela pode estar ausente (especialmente na fase estável). Assim, a doença pode ocorrer sem dor e frequentemente associa-se a disfunção erétil e transtornos psicológicos, afetando qualidade de vida (EAU 2024; UpToDate). Atenção à “pegadinha”: interprete como “a dor não é obrigatória”.
Como interpretar na prova:
Palavras-chave que fecham o diagnóstico: placa na túnica albugínea + curvatura em ereção. Lembre que a dor é variável (presente na fase inflamatória, tende a desaparecer na fase crônica). A presença de DE e de sofrimento psíquico reforça o quadro.
Diagnóstico resumido:
Clínico, com palpação da placa e avaliação da curvatura (foto em ereção). Ultrassom Doppler peniano auxilia na caracterização de fibrose/calcificações e avaliação vascular, sobretudo antes de tratamento. Definir fase aguda vs. estável orienta conduta.
Tratamento (visão de prova):
Aguda: observação, analgesia/AINEs, fisioterapia/tracção peniana; tratar DE conforme necessário (ex.: inibidores da PDE5). Estável: opções intralesionais (ex.: colagenase de C. histolyticum, verapamil, interferon) conforme disponibilidade; cirurgia após estabilidade (≥3–6 meses) e >12 meses de doença: plicatura (curvaturas menores), incisão/excisão com enxerto (curvaturas maiores), ou prótese peniana se DE grave. (EAU 2024; AUA)
Análise das alternativas incorretas:
B (I verdadeira e II falsa) — Errada: II é considerada verdadeira na banca pois a dor não é mandatória e há impacto em DE/psíquico.
C (II verdadeira e I falsa) — Errada: I é a definição clássica de Peyronie.
D (ambas falsas) — Errada: ambas as assertivas refletem aspectos fundamentais da doença.
Referências essenciais: EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health (Peyronie’s Disease, 2024); AUA Guideline on Peyronie’s Disease; UpToDate: Peyronie disease; Campbell-Walsh-Wein Urology.
Dica de prova: se o enunciado trouxer “placa” + “curvatura em ereção”, pense em Peyronie; use a variabilidade da dor para diferenciar fase aguda vs. estável e orientar conduta.
Gabarito: A
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