São considerados critérios maternos para sinais de gravidade...
Gabarito comentado
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Tema central: critérios maternos de gravidade na pré-eclâmpsia (“severe features”), que indicam maior risco de eclâmpsia, HELLP e desfechos adversos e exigem manejo imediato.
Gabarito (EXCETO): C – Hemodiluição (hematócrito < 40%).
Justificativa da correta: na gestação normal há hemodiluição fisiológica (expansão do plasma), reduzindo o hematócrito. Isso não indica gravidade. Em formas graves de pré-eclâmpsia pode haver hemoconcentração (hematócrito elevado) por extravasamento capilar, o que sim sugere pior prognóstico. Logo, “hematócrito < 40%” não é sinal de gravidade; o alerta seria o oposto (tendência à hemoconcentração).
Análise das demais alternativas:
- A – Agravamento da HA apesar de tratamento: sinal de refratariedade e de pressões em faixa grave (≥160/110 mmHg), associado a risco de AVC e eclâmpsia. É um marcador de gravidade e de necessidade de avaliação para interrupção da gestação. (ACOG PB 222; Ministério da Saúde/FEBRASGO)
- B – Ganho de peso rápido com edema difuso: traduz capilar leak e retenção hídrica, frequentemente acompanhando progressão da doença. Embora o edema isolado não defina gravidade em critérios modernos, em provas e na prática é um sinal de alarme quando súbito e generalizado, especialmente se associado a outros achados.
- D – Citólise hepática: elevação de TGO/TGP (≥2x o limite superior) é critério de gravidade e pode vir com dor em hipocôndrio direito/epigástrio, risco de HELLP e hematoma/subcápsio hepático. (ACOG; UpToDate)
- E – Aumento da proteinúria (>1 g/24h): a quantidade de proteína não é mais necessária para definir gravidade na ACOG, porém a progressão da proteinúria e valores altos ainda são tratados como pior evolução em diretrizes nacionais e em concursos. Clássicos adotavam “massiva” (>5 g/24h); muitos exames consideram elevação marcante como sinal de piora.
Resumo diagnóstico e de gravidade (revisão rápida):
- Diagnóstico de pré-eclâmpsia: PA ≥140/90 após 20 semanas + proteinúria ≥300 mg/24h ou disfunção orgânica (plaquetas <100.000, creatinina >1,1 mg/dL ou duplicação, TGO/TGP ≥2x, edema pulmonar, cefaleia/escotomas).
- Gravidade (“severe features”): PA ≥160/110, sintomas neurológicos, dor epigástrica/HD com enzimas elevadas, plaquetopenia, insuficiência renal, edema pulmonar. (ACOG PB 222, 2020/2024; MS/FEBRASGO)
Estratégia para a prova: em “EXCETO”, busque o que é fisiológico na gestação (hemodiluição) e contraste com achados de disfunção de órgão (fígado, rim, SNC, pulmão) ou refratariedade pressórica, que apontam gravidade.
Referências úteis: ACOG Practice Bulletin No. 222 (Gestational Hypertension and Preeclampsia); UpToDate – Preeclampsia: Clinical features and diagnosis; Ministério da Saúde/FEBRASGO – Hipertensão na gestação (atenção ao pré-natal de alto risco).
Conclusão: a alternativa correta é a C porque descreve um fenômeno fisiológico da gestação, e não um marcador de gravidade.
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