Na investigação de síndromes disabsortivas, a escolha adequ...
I. Teste de D-xilose reduzida indica lesão mucosa do intestino delgado e tende a ser normal na insuficiência pancreática isolada.
II. Elastase fecal baixa sugere insuficiência pancreática e não é sensível para doença celíaca sem envolvimento pancreático.
III. Anticorpo anti-transglutaminase tecidual IgA positivo, associado à atrofia vilositária em biópsia, confirma doença celíaca; deve-se avaliar deficiência de IgA quando o teste for negativo.
IV. Teste respiratório para sobrecrescimento bacteriano pode elevar hidrogênio ou metano e cursar com deficiência de vitamina B12 e distensão abdominal recorrente.
V. Má absorção biliar cursa classicamente com ferritina elevada e anemia microcítica, respondendo mal aos sequestrantes de ácidos biliares.
Estão corretas as afirmativas:
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: O ponto decisivo é identificar o alvo de cada exame: D-xilose e anti-tTG IgA avaliam, respectivamente, absorção mucosa intestinal e doença celíaca; elastase fecal aponta função pancreática exócrina; teste respiratório ajuda no SIBO. Assim, as afirmativas I a IV se alinham ao padrão fisiopatológico descrito, enquanto a V diverge porque má absorção biliar não tem como descrição clássica ferritina elevada com anemia microcítica e tende a responder a sequestrantes de ácidos biliares.
- Associe cada teste ao órgão ou mecanismo que ele realmente avalia: D-xilose para mucosa intestinal, elastase fecal para função pancreática exócrina.
- Em doença celíaca, sorologia anti-tTG IgA negativa não exclui o diagnóstico sem considerar deficiência de IgA.
- No SIBO, lembre que o teste respiratório pode envolver hidrogênio ou metano e que pode haver deficiência de vitamina B12.
- Na má absorção biliar, o padrão-chave é diarreia aquosa com resposta a sequestrantes de ácidos biliares.
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