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Q4331350 Libras
Em um atendimento realizado em uma unidade de saúde, o intérprete de Libras é chamado para auxiliar na comunicação entre um paciente surdo e o profissional de saúde. Durante o atendimento, são compartilhadas informações pessoais e sensíveis sobre o estado de saúde do paciente. Considerando os princípios éticos da profissão, qual deve ser a postura do intérprete após esse atendimento? 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério normativo decisivo é o art. 7º, inciso I, da Lei nº 12.319/2010, que exige honestidade e discrição na proteção do sigilo da informação recebida. Como as informações foram obtidas no atendimento profissional e o enunciado não apresenta fundamento para divulgá-las, as alternativas que propõem essa divulgação não se sustentam.

Tema central: Sigilo profissional do intérprete
Análise das alternativas
A
Errada
A intenção de discutir o caso com colegas não afasta, por si só, o dever de sigilo. A alternativa permite compartilhar as informações sem autorização e sem outro fundamento autorizador apresentado no enunciado.
B
Errada
Não identificar diretamente o paciente não garante, por si só, a confidencialidade nem autoriza divulgar informações profissionais sigilosas em redes sociais. A ressalva proposta é insuficiente para cumprir o dever de sigilo.
C
Certa
C mantém as informações na esfera de confidencialidade do atendimento, respeitando a privacidade do paciente e o dever profissional de honestidade e discrição. A expressão “total sigilo” deve ser entendida na situação apresentada, que não fornece fundamento para divulgação, e não como afirmação sobre hipóteses legais não discutidas.
D
Errada
O parentesco e a intenção de buscar apoio não constituem, no caso descrito, fundamento para revelar informações protegidas. Relatar o caso aos familiares sem autorização contraria o dever de confidencialidade.
E
Errada
Usar o caso como exemplo de atuação profissional não permite desconsiderar o sigilo. O erro decisivo é propor sua divulgação independentemente de autorização, e não simplesmente mencionar o registro do atendimento.
Pegadinha da questão
Confundir uma finalidade aparentemente útil — discussão entre colegas, apoio familiar ou divulgação profissional — com fundamento suficiente para revelar o caso; e tratar a ausência de identificação direta como garantia de confidencialidade.
Dica para questões semelhantes
  • Ao avaliar o uso de informações recebidas na interpretação, verifique se a conduta preserva o sigilo profissional.
  • Não trate a finalidade de discutir, apoiar ou exemplificar como autorização suficiente para compartilhar informações protegidas.
  • Diferencie omissão da identificação direta de efetiva preservação da confidencialidade.
  • Distinga registro profissional de divulgação: nesta questão, o erro de E está em divulgar sem considerar autorização.

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