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A avaliação inicial de linfadenopatias e esplenomegalias ex...

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Q3767601 Medicina
A avaliação inicial de linfadenopatias e esplenomegalias exige reconhecimento de sinais de gravidade e seleção criteriosa de exames. Com base nos princípios de abordagem clínica e diagnóstica, analise as afirmativas.

I. Linfonodo supraclavicular endurecido, fixo, maior que dois centímetros e associado a sintomas B sinaliza alto risco e justifica investigação prioritária.
II. Linfonodo doloroso, móvel, com calor e flutuação sugere processo supurativo bacteriano e requer abordagem dirigida à fonte infecciosa documentada.
III. Esplenomegalia volumosa é típica de mieloproliferações e leishmaniose visceral, devendo motivar avaliação hematológica e infecciosa estruturada.
IV. Na linfadenopatia generalizada de baixo risco, tomografia de corpo inteiro é exame inicial obrigatório para triagem em adultos hígidos.
V. Teste terapêutico com corticoide antes de biópsia em linfadenopatia inexplicada aumenta a precisão diagnóstica e a segurança do procedimento.

Estão corretas as afirmativas:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A resolução depende da semiologia e da propedêutica inicial: o padrão de linfonodo supraclavicular duro, fixo, grande e com sintomas B indica alto risco; o linfonodo doloroso, quente, móvel e flutuante sugere processo supurativo bacteriano; e a esplenomegalia volumosa se associa classicamente a mieloproliferações e leishmaniose visceral. Em contraste, tomografia de corpo inteiro não é exame inicial obrigatório em linfadenopatia generalizada de baixo risco, e corticoide antes da biópsia pode prejudicar o diagnóstico histopatológico. Por isso, ficam corretas apenas I, II e III.

Tema central: Linfadenopatia e esplenomegalia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inclui a IV. Em linfadenopatia generalizada de baixo risco, a investigação inicial não exige tomografia de corpo inteiro como exame obrigatório; a propedêutica deve ser guiada por história, exame físico e exames laboratoriais direcionados.
B
Errada
Está errada porque exclui I e II, que são verdadeiras, e inclui IV, que é falsa. A I reúne sinais clássicos de alto risco onco-hematológico, e a II descreve padrão típico de adenite bacteriana supurativa.
C
Errada
Está errada porque inclui a V e exclui a I. A V é falsa, pois corticoide antes da definição diagnóstica pode alterar a arquitetura linfonodal e reduzir o rendimento histopatológico, especialmente em linfomas. A I é verdadeira por reunir achados de alto risco.
D
Certa
A alternativa D reúne apenas as assertivas compatíveis com a abordagem clínica correta. A I é verdadeira porque linfonodo supraclavicular endurecido, fixo, maior que 2 cm e associado a sintomas B é sinal de alarme para doença neoplásica, exigindo investigação prioritária. A II também é verdadeira porque dor, calor, mobilidade e flutuação apontam para adenite bacteriana supurativa, cujo foco infeccioso deve ser investigado e tratado. A III é verdadeira por descrever uma associação clássica de esplenomegalia volumosa com doenças mieloproliferativas e leishmaniose visceral. A IV é falsa porque a investigação inicial em baixo risco não exige tomografia de corpo inteiro de rotina. A V é falsa porque corticoide antes da biópsia pode mascarar linfoma e reduzir o rendimento histopatológico.
E
Errada
Está errada porque considera verdadeiras IV e V, mas ambas contrariam a propedêutica correta. A IV erra ao impor tomografia de corpo inteiro como triagem obrigatória em baixo risco, e a V erra ao sugerir benefício do corticoide antes da biópsia.
Pegadinha da questão
A questão explora duas confusões comuns: supor que qualquer linfadenopatia generalizada de baixo risco exige imagem extensa de rotina e imaginar que corticoide antes da biópsia melhora o diagnóstico, quando pode mascará-lo. Também testa o reconhecimento de que dor e sinais flogísticos favorecem adenite supurativa, não malignidade.
Dica para questões semelhantes
  • Valorize o padrão semiológico do linfonodo: supraclavicular, duro, fixo, grande e com sintomas B favorece malignidade; doloroso, quente e flutuante favorece infecção supurativa.
  • Em casos de baixo risco, prefira investigação dirigida por história, exame físico e exames laboratoriais, e não imagem extensa obrigatória.
  • Desconfie de propostas de corticoide antes da biópsia quando houver suspeita de doença linfoproliferativa.
  • Esplenomegalia volumosa deve acionar eixo diagnóstico hematológico e infeccioso, com atenção para mieloproliferações e leishmaniose visceral.

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