A oração destacada em “mas penso QUE NA MAIORIA DAS VEZES N...
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Gabarito comentado
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Tema central da questão: Este item avalia o conhecimento sobre classificação das orações subordinadas, especificamente para diferenciar entre orações adjetivas e substantivas quanto à sua função sintática na frase, conforme a norma-padrão.
Justificativa da alternativa correta (C): No trecho analisado, temos: “mas penso que na maioria das vezes não é assim.”
A expressão destacada inicia-se pela conjunção integrante "que" e completa o sentido do verbo transitivo direto "penso". Ou seja, responde à pergunta “O que eu penso?” — que na maioria das vezes não é assim. Deste modo, a oração destacada exerce a função de objeto direto da oração principal:
Oração principal: mas penso
Oração subordinada: que na maioria das vezes não é assim (objeto direto)
Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) e Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo), orações subordinadas substantivas objetivas diretas exercem a função de objeto direto sem preposição, introduzidas geralmente por “que”.
Análise das alternativas incorretas:
A) Adjetiva restritiva/B) Adjetiva explicativa: Incorretas. Orações adjetivas são introduzidas por pronomes relativos (“que”, “cujo”, etc.) e qualificam um substantivo antecedente. No fragmento, “que” é conjunção integrante, não relativo, e não há nenhum substantivo antecedente. Portanto, não é adjetiva.
D) Substantiva objetiva indireta: Errada. Orações objetivas indiretas exigem preposição (por exemplo: “preciso de que...”), o que não ocorre no texto apresentado.
E) Substantiva predicativa: Equivocada. Essa classificação exige ligação com verbos de ligação e se relaciona ao sujeito, agindo como predicativo, o que não se vê aqui. A oração destacada é complemento verbal, não predicativo.
Dicas para concursos: Atenção ao termo que precede a oração subordinada — se for verbo e não exigir preposição, pense em objetiva direta. O uso de “que” pode gerar confusão, pois pode ser conjunção integrante (oração substantiva) ou pronome relativo (oração adjetiva). O contexto e a análise sintática resolvem a dúvida.
Portanto, a alternativa correta é C) Substantiva objetiva direta.
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Comentários
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GABARITO: LETRA C
? ?mas penso QUE NA MAIORIA DAS VEZES NÃO É ASSIM.?
? Quem pensa, pensa algo (=conjunção integrante "que" dando início a uma oração subordinada substantiva objetiva direta com função sintática de objeto direto).
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? FORÇA, GUERREIROS(AS)!!
''mas penso...ISSO''. Quando der para substituir por ISSO será sempre substantiva.
QUE = ISSO - CONJUNÇÃO INTEGRANTE = ORAÇÃO SUBSTANTIVA
COMO NÃO TEM PREPOSIÇÃO = OBJETIVA DIRETA
Ajuda bastante na identificação:
As orações adjetivas são introduzidas por pronomes relativos (trocamos o "que" por qual (ais))
No caso da questão, isso não acontece.
C) Perceba que temos sujeito na oração principal e um verbo que pede complemento sem preposição = Objetiva direta.
D) É válida a explicação da anterior.
E) Uma dica para identificar as predicativas é encontrar verbo de ligação na oração principal. exemplo:
A verdade é (isso) que ninguém confia nela.
Bons estudos!
Pensar é transitivo direto. A gramática da Língua Portuguesa é Ó
Então eu digo: Vamos pensar o mundo kkkkkkkk FAZER O QUÊ!
A sintaxe presente na expressão "pensar o mundo" não é corriqueira ou normal. Normalmente diríamos "pensar SOBRE o mundo". Não é que seja gramaticalmente incorreto dizer "pensar o mundo"; apenas, não se trata de uma construção comum. O verbo "pensar" pode ser intransitivo, transitivo direto ou transitivo indireto. Como transitivo direto, porém, seu objeto é normalmente (1) uma oração substantivada (por exemplo, "eles pensam que a terra é plana"), (2) um verbo ("penso sonhar"), ou (3) um nome ou um pronome com função adverbial ("penso isso" por "penso assim"; "penso o contrário" por "penso de modo contrário").
Em geral, é somente como transitivo indireto que o objeto do verbo "pensar" pode ser um nome, de modo que se diz "penso numa (ou sobre) uma rosa" ou "penso em (ou sobre) Marcelo", mas raramente, exceto em poesia, dir-se-ia "penso uma rosa" ou "penso Marcelo".
Em francês, tais construções são mais comuns do que em português, de modo que não é raro encontrarem-se títulos de livros ou artigos contendo o sintagma "penser l'être" (pensar o ser) ou "penser l'homme" (pensar o homem). Mesmo em francês, porém, essa expressão é, segundo o monumental "Trésor de la Langue Française", que cita, a propósito, textos de Sartre, de Merleau-Ponty e de Alain, usada "sobretudo no domínio da reflexão, do conhecimento científico e filosófico".
Ora, não creio que a construção tradicional, em que o verbo "pensar", ao ter por objeto um nome, é transitivo indireto, construção que também se encontra nas demais línguas indoeuropeias que conheço, seja arbitrária. Parece-me que lhe subjaz uma concepção do pensamento como um ato dotado da estrutura de uma proposição, de uma sentença, de um juízo. Nesse sentido, pensar numa coisa ou sobre uma coisa é fazer para si mesmo um juízo a respeito dela: de que ela existe e/ou de que tem tais ou quais propriedades e/ou de que tem tais ou quais relações com tais ou quais coisas. Normalmente concebemos o pensamento, portanto, como primariamente discursivo ou dianoético, como dizia Aristóteles, e não como intuitivo ou noético. A preposição "em" ou "sobre", quando digo "penso numa rosa" ou "penso sobre uma rosa" funciona como uma marca verbal do caráter mediado da relação do meu pensamento com a rosa. Interpondo-se entre o pensamento e a rosa, ela, por um lado, os separa e, por outro, os reúne. É desse modo que funciona o pensamento filosófico.
Pode-se dizer que, quando a palavra "mundo" significa a totalidade do pensável tomada como uma totalidade, então "pensar sobre o mundo" é filosofar. Mas, e "pensar o mundo"? Nesse caso, a abolição da preposição sugere a abolição da separação e da mediação entre o pensamento e a coisa pensada. É como se o pensamento não pretendesse ficar SOBRE, isto é, acima ou, de algum modo, "fora" do mundo, para pensá-lo.
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