O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A cidade brasileira que está no centro da maior
cratera de asteroide na América do Sul
Araguainha está localizada no centro da maior cratera
causada por um asteroide na América do Sul.
O impacto com o corpo celeste ocorreu há 250 milhões
de anos e causou uma cicatriz de 40 quilômetros de
diâmetro - correspondente a uma área de,
aproximadamente, 1,3 mil quilômetros quadrados. Na
cratera caberia, por exemplo, a região metropolitana de
São Paulo.
A área da colisão do asteroide está dividida entre três
cidades de Mato Grosso - onde está localizada 60% da
cratera - e três do Estado vizinho, Goiás.
Estudos apontam que o impacto pode ter provocado a
maior extinção de vida na Terra - maior, inclusive, que a
dos dinossauros. A colisão teria destruído,
imediatamente, tudo o que estava num raio de até 250
quilômetros e, posteriormente, gerado um rápido e fatal
aquecimento global, causando tsunamis e terremotos.
"O impacto foi indireto, diferente daquele asteroide que
matou os dinossauros. A colisão em Araguainha
provocou um sismo enorme, responsável pela liquefação
dos sedimentos da Bacia do Paraná, lançando para a
atmosfera uma grande quantidade de metano, um gás
com poderoso efeito de estufa, 60 vezes maior que o
dióxido de carbono", explica o geólogo norte-americano
Eric Tohver, um dos autores dos estudos e professor
visitante da Universidade de São Paulo (USP).
Como consequência, milhões de seres vivos morreram.
Segundo os estudos, foram extintas cerca de 90% das
espécies de seres que habitavam o planeta. No período,
a Terra era composta por répteis e anfíbios. O
desaparecimento de vida decorrente do meteorito de
Araguainha, conforme pesquisadores, foi mais intenso
que o fenômeno que levou à extinção dos dinossauros,
que ocorreu há 65 milhões de anos, também causado
por um corpo celeste. Neste, foram extintas de 60% a
65% das espécies de seres vivos da Terra.