A corrente elétrica em endoscopia digestiva é um recurso ind...
A corrente elétrica em endoscopia digestiva é um recurso indispensável para a realização de procedimentos terapêuticos na prática diária. A unidade eletrocirúrgica (UEC) produz correntes elétricas de alta frequência a partir de correntes de baixa frequência. Em relação a este tema, devemos observar alguns cuidados visando à segurança do paciente. Assinale a alternativa que apresenta um desses cuidados.
Gabarito comentado
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Gabarito comentado – Segurança elétrica na endoscopia digestiva
Tema central: A questão aborda segurança no uso da corrente elétrica em procedimentos endoscópicos, aspecto fundamental na rotina do médico endoscopista. A eletrocirurgia utiliza alta frequência para corte e coagulação tecidual, sendo indispensável adotar cuidados para evitar acidentes, especialmente queimaduras eletrocirúrgicas.
Alternativa correta:
A) Isolamento elétrico (afastar objetos metálicos e líquidos)
A corrente elétrica pode seguir trajetos indesejados caso encontre objetos metálicos ou líquidos condutores próximos ao paciente. Por isso, manter isolamento elétrico – afastando esses itens – é medida essencial de segurança durante a eletrocirurgia. Tal conduta evita incidentes e reduz consideravelmente o risco de queimaduras e lesões inadvertidas. Conforme protocolos de centros de endoscopia, o afastamento de objetos metálicos/líquidos é consenso, reforçado também por autores como ERNST & COLE (Manual de Endoscopia Digestiva, capítulo Segurança em eletrocirurgia).
Análise das alternativas incorretas:
B) Temperatura ambiente entre 21-24ºC
Embora recomendada para conforto, não é um critério de segurança elétrica na endoscopia. Não influencia diretamente na prevenção de acidentes elétricos.
C) Isolamento térmico
Isolamento térmico refere-se à proteção contra variações de temperatura, não à segurança elétrica. Não previne lesões por corrente elétrica.
D) Adequada colocação do eletrodo ativo no dorso/glúteo
O eletrodo ativo jamais deve ser colocado no dorso ou glúteo; ele é instrumental e aplicado pelo operador no campo, diferente do eletrodo dispersivo (placa neutra).
E) Placa de retorno a 10 cm do eletrodo ativo
A distância entre os eletrodos não é padronizada em centímetros. O correto é posicionar a placa em área ampla, íntegra e bem vascularizada, segundo a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED).
Dica para provas: Fique atento a termos técnicos imprecisos, recomendações infundadas (como distâncias específicas) e à distinção entre eletrodo ativo e dispersivo. Priorize sempre condutas relacionadas diretamente à segurança elétrica do paciente.
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