Considerando a regência do verbo "prever" no enunciado apre...

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Q3952402 Português
Não sou igual a você

Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?

CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 
Considerando a regência do verbo "prever" no enunciado apresentado, analise o comportamento sintático do verbo e o valor da oração que o complementa, levando em conta sua transitividade e sua relação com o conteúdo semântico expresso, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No trecho "Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.", o verbo "prever" rege objeto direto; aqui, esse complemento é a oração "como receberemos uma diferente forma de viver", que tem valor substantivo e funciona como oração subordinada substantiva objetiva direta, sem preposição exigida.

Tema central: regência verbal
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a correta porque, no enunciado, o verbo "prever" não se completa sozinho: o conteúdo previsto é expresso pela oração subsequente. Conforme a base, essa oração desenvolvida, introduzida por "como", tem valor substantivo e exerce função de objeto direto do verbo. Assim, o ponto decisivo não é a classe isolada de "como", mas a função sintática da oração como complemento verbal direto.
B
Errada
Está errada porque trata "prever" como intransitivo e a oração seguinte como acessória. No trecho, isso não se sustenta: "prever" pede complemento para indicar aquilo que não é possível prever, e esse conteúdo está precisamente em "como receberemos uma diferente forma de viver". Portanto, a oração é essencial à regência do verbo, não um acréscimo informativo dispensável.
C
Errada
Está errada porque atribui valor predicativo à oração posterior. A estrutura seguinte não caracteriza sujeito nem funciona como predicativo; ela completa o sentido verbal de "prever". O critério que elimina a alternativa é a distinção entre predicação e complementação verbal: aqui há objeto direto oracional, não predicativo.
D
Errada
Está errada porque classifica "prever" como transitivo indireto e supõe preposição elíptica. A base é expressa ao afirmar que "prever" rege objeto direto e que não há preposição exigida antes da oração completiva. Sem preposição regida, não há fundamento para objeto indireto nem para transitividade indireta.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tomar a oração introduzida por "como" como adjunto ou segmento acessório e, por causa da complexidade da estrutura, supor transitividade indireta. O que decide é a função sintática da oração: ela completa diretamente "prever".
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se o verbo ficou semanticamente completo sem a oração seguinte; se não ficou, a oração tende a ser complemento essencial.
  • Antes de marcar objeto indireto, procure a preposição exigida pelo verbo; se ela não existe, essa leitura cai.
  • Não classifique a oração pelo termo introdutor isoladamente; observe a função que ela exerce na frase.
  • Quando a oração posterior expressa exatamente aquilo que o verbo enuncia, teste a leitura de objeto direto oracional.

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