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Paciente do sexo feminino, 24 anos, com quadro de diabetes ...

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Q4192494 Medicina
Paciente do sexo feminino, 24 anos, com quadro de diabetes (DM) há 7 anos, não apresenta autoanticorpos. Peptídeo C: 1 ng/mL. Tios e avô maternos apresentaram diabetes antes dos 25 anos.
O tipo de diabetes dessa paciente é
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o fenótipo clínico-familiar de diabetes monogênico: início antes dos 25 anos, padrão familiar vertical em gerações sucessivas, autoanticorpos ausentes e peptídeo C ainda detectável após 7 anos de doença; aplicado a este caso, esse conjunto favorece MODY e afasta principalmente DM1 autoimune, conduzindo ao gabarito monogênico.

Tema central: Diabetes monogênico
Análise das alternativas
A
Errada
DM tipo 1B pode ter autoanticorpos negativos, mas esse dado isolado não fecha o diagnóstico. O que exclui essa alternativa aqui é o padrão familiar multigeracional com início precoce, típico de herança autossômica dominante, somado ao peptídeo C preservado após anos de doença, conjunto muito mais compatível com diabetes monogênico do que com deficiência idiopática de insulina.
B
Errada
DM tipo 1A é forma autoimune. O enunciado informa ausência de autoanticorpos, o que contraria o mecanismo diagnóstico dessa categoria. Além disso, a preservação de peptídeo C após 7 anos e a forte agregação familiar vertical enfraquecem ainda mais essa hipótese.
C
Errada
DM tipo 2A não corresponde à classificação clínica usual do diabetes. Além disso, o caso não foi construído com fenótipo de resistência insulínica; ao contrário, traz início antes dos 25 anos, história familiar em múltiplas gerações e ausência de autoimunidade, combinação mais característica de diabetes monogênico. Peptídeo C detectável, isoladamente, não autoriza rotular como DM2.
D
Certa
A alternativa D é sustentada pelo conjunto clássico de achados de diabetes monogênico, especialmente MODY: início jovem, vários familiares em gerações sucessivas com diabetes precoce, ausência de autoimunidade de ilhota e manutenção de secreção endógena de insulina fora da fase inicial. O peptídeo C de 1 ng/mL após 7 anos indica reserva funcional de célula beta, o que é compatível com formas monogênicas e menos típico de DM1 de longa duração. A questão cobra reconhecimento sindrômico; não permite definir subtipo genético específico, mas permite identificar corretamente a categoria diagnóstica.
E
Errada
DM tipo 2B também não é classificação clínica usual. O erro médico é o mesmo da alternativa C: interpretar secreção residual de insulina como se definisse DM2, ignorando que o dado central do caso é a herança familiar vertical com início precoce, padrão muito mais compatível com disfunção beta monogênica.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões frequentes: tomar autoanticorpos negativos como sinônimo de DM1B e tomar peptídeo C detectável como prova de DM2, quando o dado mais forte do caso é a história familiar vertical de início precoce, típica de MODY.
Dica para questões semelhantes
  • Em jovem com diabetes, junte quatro pistas antes de classificar: idade de início, autoanticorpos, peptídeo C e padrão familiar.
  • História de diabetes precoce em gerações sucessivas pesa fortemente a favor de diabetes monogênico.
  • Autoanticorpo negativo afasta DM1A, mas não define sozinho DM1B.
  • Peptídeo C preservado anos após o diagnóstico é dado de apoio; precisa ser interpretado junto do contexto clínico-familiar.

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