Um laboratório universitário mantém coelhos para pesquisa f...
Gabarito comentado
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Tema central: bem-estar e manejo de coelhos em biotério. Manipulações repetidas e contenção inadequada podem causar traumas articulares (joelho/estifle), agravados por piso escorregadio e estresse. A conduta deve seguir o princípio do Refinamento (3Rs), reduzindo dor e desconforto e corrigindo fatores de risco ambientais e de manejo.
Alternativa correta – C: Padronizar técnicas de contenção adequadas (suporte firme dos posteriores, evitar torções e quedas, manipulação calma), piso confortável/antiderrapante (borracha, cama não escorregadia), reduzir manipulações desnecessárias (planejamento de procedimentos, treinamento de equipe) e acompanhamento veterinário para controle inflamatório e dor (AINEs como meloxicam, analgesia multimodal, repouso, eventualmente fisioterapia leve). Essa abordagem está alinhada ao Guide for the Care and Use of Laboratory Animals (NRC), às diretrizes CONCEA, FELASA e NC3Rs, que exigem minimizar dor/estresse e padronizar manejo e alojamento.
Raciocínio clínico: Lesões por contenção e pisos lisos geram microtraumas, sinovite e podem evoluir para osteoartrite. Achados típicos: claudicação, relutância ao apoio, aumento de volume e dor à palpação; a radiografia confirma inflamação/alterações articulares. O tratamento exige correção de causa (manejo/ambiente) e analgesia; sem isso, o quadro persiste.
Por que as demais estão incorretas?
A – “Persistir nas mesmas técnicas...” é inadequado. Coelhos possuem esqueleto frágil e musculatura potente; luta na contenção aumenta risco de luxações e fraturas. Diretrizes de biotério exigem refinamento, não “adaptação à sobrecarga”. Manter a prática errada perpetua a injúria e o estresse.
B – “Encerrar e soltar em ambiente externo” viola biossegurança, legislação e bem-estar (animais de laboratório não devem ser liberados no ambiente). A conduta correta é tratar, ajustar manejo/ambiente e, se necessário, aplicar pontos de desfecho humanitário ou realocação sob comitê de ética (CEUA/CONCEA), nunca soltura sem monitoramento.
D – “Acentuar ruídos e movimentos bruscos” aumenta estresse, catecolaminas e risco de auto-trauma. Coelhos, como presas, são sensíveis a ruído e manipulação imprevisível. As normas recomendam ambiente calmo, rotinas previsíveis e habitação/treinamento gradual com reforço positivo, não “habituação forçada”.
Estratégia de prova: identifique palavras-chave como “manipulações repetidas”, “lesões traumáticas” e “inflamação no joelho”. Procure a opção que combine refinamento de manejo, ajustes ambientais e atenção veterinária. Alternativas que sugerem manter o erro, aumentar estresse ou condutas ilegais/antiéticas devem ser descartadas.
Referências úteis: Guide for the Care and Use of Laboratory Animals (NRC); Diretrizes CONCEA para criação e uso de animais; FELASA recommendations; NC3Rs – Princípios dos 3Rs.
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