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Q3293730 Veterinária
Um criatório de caprinos enfrenta alta incidência de parasitas gastrintestinais, com queda de ganho de peso e problemas de produtividade. O veterinário recomendou ajustes no pasto e no calendário de vermifugação. Assinale a medida complementar que auxilia no controle sustentável. 
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Tema central: controle sustentável de helmintos gastrintestinais em caprinos por manejo integrado (pasto + diagnóstico + tratamento criterioso). Nematódeos como Haemonchus contortus e Trichostrongylus têm ciclo com larvas L3 na pastagem; alta ingestão de L3 causa anemia, queda de ganho e perdas produtivas.

Alternativa correta: BRotação de pastagens + análise coprológica periódica com protocolos estratégicos de tratamento. A rotação reduz a carga de L3 ao dar descanso ao piquete (30–60 dias, conforme clima) e, se possível, alterna com outras espécies (ex.: bovinos) ou forragens mais altas/arbustivas, diminuindo a contaminação na zona de pastejo dos caprinos. A análise coprológica (OPG/EPG pelo método de McMaster) permite:

  • Monitorar o nível de infecção e decidir quem tratar (TST: tratamento seletivo) com base em OPG, escore FAMACHA, ECC e PCV.
  • Detectar resistência por FECRT (teste de redução da contagem de ovos), ajustando moléculas e doses.
  • Definir tratamentos estratégicos guiados por evidências e sazonalidade, evitando esquemas de calendário em massa.

Isso está alinhado ao conceito de refugia (manter parte da população parasitária sem pressão de fármaco para retardar resistência) e ao Controle Integrado de Parasitas recomendado por WAAVP, FAO e o ACSRPC.

Por que as demais estão incorretas?

A — “Agrupar densamente” aumenta a lotação e a contaminação por fezes, elevando a ingestão de L3. O manejo sustentável busca reduzir pressão de pastejo e promover descanso do piquete; o oposto do proposto.

C — Dieta “exclusivamente milho moído” é nutricionalmente desequilibrada (baixa fibra/proteína), não tem efeito direto anti-helmíntico. Nutrição adequada melhora resiliência, e alguns volumosos com taninos condensados podem reduzir OPG, mas não substituem manejo e diagnóstico.

D — “Remover qualquer vermífugo” para testar resistência natural é antiético e arriscado: aumenta morbimortalidade e contaminação ambiental. A diretriz é usar TST + FECRT, escolhendo fármacos eficazes e preservando refugia, não abandonar terapia.

Dicas de prova: palavras-chave como “sustentável”, “rotação de pasto”, “análise coprológica”, “tratamento seletivo/estratégico” costumam apontar para controle integrado. Desconfie de propostas de “calendário fixo”, “superlotação” ou “soluções nutricionais exclusivas”.

Referências essenciais: WAAVP (Coles et al., 2006) para FECRT; FAO/ILRI – Controle Integrado de Parasitas em Pequenos Ruminantes; ACSRPC (FAMACHA/TST, 2020–2023); Embrapa Caprinos e Ovinos – Verminose em pequenos ruminantes.

Gabarito: B

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