“Entre os possíveis usos citados pelo Exército estão sistem...

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Q4378160 Português

TEXTO I


Robô humanoide do Exército custa R$ 194 mil

Modelo usado pelo Instituto Militar de Engenharia foi colocado em uma viatura e realizou saudação durante o desfile em Brasília


    Um robô humanoide fardado do Exército Brasileiro chamou atenção durante o desfile cívico-militar do 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. As plataformas de marketplace vendem o equipamento, que a chinesa Unitre Robotics fabrica, por cerca de R$ 194 mil.


    O Exército confirmou que o modelo usado na cerimônia é o Unitree G1, na versão EDU. O Instituto Militar de Engenharia (IME) adquiriu o equipamento com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.


    Durante o desfile, o robô permaneceu sobre uma viatura Marruá e realizou movimentos de saudação protocolar diante da tribuna principal. O equipamento acenou para o público e bateu continência aos chefes dos Três Poderes presentes no palanque.


    Entre as autoridades estavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, sorriu, aplaudiu e retribuiu a saudação feita pelo robô.


    Equipamento é usado em pesquisas do Exército


    No IME, o robô integra atividades de ensino, pesquisa e extensão. Segundo o Exército, os dados coletados pelos sensores e a capacidade de processamento do equipamento servem ao desenvolvimento de algoritmos de controle e atuadores.


    As pesquisas abrangem áreas como robótica, inteligência artificial, percepção ambiental, navegação e autonomia de sistemas. A chinesa Unitree Robotics projetou o equipamento também para operações em ambientes de risco. Entre suas funções estão a inspeção, identificação, manipulação e neutralização de artefatos explosivos a distância.


    O Centro de Comunicação Social do Exército informou que não existe previsão de emprego operacional direto do robô humanoide pela força. Os algoritmos desenvolvidos na plataforma, contudo, podem ter aplicação em tecnologias militares utilizadas em conflitos modernos. Entre os possíveis usos citados pelo Exército estão sistemas embarcados em drones, armamentos remotos, veículos autônomos e robôs destinados à detecção e à desativação de bombas.


Fonte: BATALHA, Victória. Revista Oeste, Tecnologia. Robô humanoide do Exército custa R$ 194 mil. https://revistaoeste.com/tecnologia/robo-humanoide-do-exercito-custa-r-194-mil/ (adaptado).

“Entre os possíveis usos citados pelo Exército estão sistemas embarcados em drones, armamentos remotos, veículos autônomos e robôs destinados à detecção e à desativação de bombas.”


No fragmento acima retirado do texto I, a expressão sublinhada fez uso da Crase obrigatória pela regra de Regência nominal. Para que ela continuasse a receber o mesmo sinal, porém, de modo facultativo, deveria possuir a seguinte elaboração: 

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: No trecho “robôs destinados à detecção e à desativação de bombas.”, “destinados” rege a preposição “a”; antes de possessivo feminino singular que acompanha substantivo, o artigo pode ser omitido. Logo, o acento grave pode ser facultativo na alternativa D.

Tema central: Crase facultativa antes de possessivo feminino singular
Análise das alternativas
A
Errada
Antes de “qualquer”, nessa construção, não há artigo feminino para se contrair com a preposição exigida por “destinados”. A forma adequada é “a qualquer detecção de bombas”: o acento grave é indevido, não facultativo.
B
Errada
O demonstrativo “esta” não admite artigo definido anteposto nessa construção, e a preposição “a” não se contrai com ele. A forma adequada é “a esta detecção de bombas”, sem acento grave.
C
Errada
Em “a alguma detecção de bombas”, “alguma” introduz o substantivo sem artigo definido feminino. Há apenas a preposição exigida por “destinados”, portanto não ocorre a contração que justificaria o acento grave.
D
Certa
Na alternativa D, “sua” é possessivo feminino singular e acompanha o substantivo “detecção”, permitindo o emprego ou a omissão do artigo definido. Assim, são corretas tanto “destinados à sua detecção de bombas”, com contração da preposição e do artigo, quanto “destinados a sua detecção de bombas”, apenas com a preposição exigida por “destinados”.
E
Errada
“Detectar” é verbo no infinitivo e não admite artigo feminino nessa construção. A forma adequada é “a detectar bombas”, apenas com a preposição; o acento grave é indevido.
Pegadinha da questão
A questão exige acento grave facultativo, não apenas uma expressão feminina. Em D, pode-se omitir o artigo antes de “sua”, mas a preposição permanece obrigatória. Nas demais alternativas, o acento grave é indevido.
Dica para questões semelhantes
  • Separe a exigência da preposição da possibilidade de artigo: a regência, sozinha, não determina a ocorrência de crase.
  • Diante de possessivo feminino singular que acompanha substantivo, verifique se o artigo pode ser empregado ou omitido; havendo preposição “a”, isso permite as formas com e sem acento grave.
  • Não conclua que há crase apenas porque aparece um substantivo feminino: observe o determinante que o antecede e se ele admite artigo.

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Comentários

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sua: pronome possessivo feminino

CRASE FACULTATIVA

Uso da crase será facultativa antes do mnemônico: " até a sua Maria "

Penso assim:

Ambas formas são possíveis;

Sua casa é bonita.

A sua casa é bonita.

Erro da D é que não se se usa crase antes de verbo

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