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Q3293728 Veterinária
Um gato com febre e linfadenomegalia apresentou suspeita de hemoparasitose. O hemograma indicou anemia e trombocitopenia. Após sorologia, confirmou-se infeção por Mycoplasma haemofelis. Indique a abordagem terapêutica CORRETA.
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Tema central: Hemoplasmose felina por Mycoplasma haemofelis (antiga “anemia infecciosa felina”), uma bacteremia que adere aos eritrócitos, causando hemólise e, muitas vezes, resposta imuno-mediada. Clinicamente: febre, letargia, linfadenomegalia, anemia (geralmente regenerativa) e trombocitopenia.

Resposta correta: CAntibioticoterapia específica, suporte e monitorização hematológica.

Justificativa e conduta prática: A terapia de escolha é doxiciclina 10 mg/kg VO a cada 24 h (ou 5 mg/kg a cada 12 h) por 21–28 dias. Alternativas quando refratário/intolerante: pradofloxacino (melhor perfil em gatos) ou enrofloxacino com cautela. O suporte inclui hemotransfusão se PCV muito baixo, fluidoterapia conforme necessidade e manejo da febre. Em casos com hemólise imuno-mediada importante, pode-se considerar prednisolona 1–2 mg/kg/dia por curto período, avaliando riscos/benefícios. É essencial controle rigoroso de pulgas para interromper a transmissão. Monitorar seriado: PCV/hematócrito, reticulócitos, plaquetas e sinais clínicos. Testar e considerar impacto de FeLV/FIV.

Diagnóstico (raciocínio): Hemograma com anemia regenerativa e trombocitopenia; esfregaço pode mostrar organismos aderidos aos eritrócitos, porém com baixa sensibilidade/especificidade. O padrão-ouro é o PCR para hemoplasmas. A clínica do enunciado + PCR positivo confirmam a infecção. Diferenciais incluem hemólise imune primária e outras doenças transmitidas por vetores.

Análise das alternativas incorretas:

A – Vermífugo isolado é inadequado. Hemoplasmas são bactérias hemotrópicas, não helmintos gastrointestinais. Falha em tratar a causa e em instituir controle de pulgas e suporte.

B – Remoção de linfonodos não trata bacteremia e expõe o paciente a riscos cirúrgicos. A linfadenomegalia é reativa, resolvendo com terapia adequada.

D – Expectante sem tratamento é imprudente. A anemia pode ser grave e potencialmente fatal. Antibiótico precoce reduz parasitemia e necessidade de transfusão.

Pegadinhas e estratégias: Palavras-chave como PCR positivo para M. haemofelis + anemia/trombocitopenia direcionam para antibiótico + suporte + monitorização. Desconfie de opções que proponham cirurgia, vermifugação isolada ou “não tratar”.

Referências essenciais: Merck Veterinary Manual (Hemotrophic Mycoplasmosis in Cats); Greene CE. Infectious Diseases of the Dog and Cat, 5ª ed.; Ettinger & Feldman. Textbook of Veterinary Internal Medicine; ISCAID/consensos sobre doenças transmitidas por vetores em felinos.

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C) Antibioticoterapia específica, suporte sintomático e acompanhamento de parâmetros hematológicos.

Explicação:

O Mycoplasma haemofelis é um hemoparasita bacteriano que infecta os eritrócitos dos gatos, causando:

  • Anemia (hemolítica)
  • Trombocitopenia
  • Febre e linfadenomegalia em alguns casos
  1. Antibioticoterapia específica:
  • Doxiciclina ou enrofloxacina são as drogas de escolha.
  1. Suporte sintomático:
  • Fluidoterapia, transfusões se anemia grave, manejo de febre.
  1. Monitoramento hematológico:
  • Avaliar evolução da anemia, leucocitose e plaquetopenia.
  1. Evitar tratamentos desnecessários:
  • Vermífugos (A) não tratam hemoparasitas.
  • Cirurgia exploratória (B) é inútil.
  • Não tratar (D) pode levar a complicações graves, incluindo morte em casos severos.

Resumo:

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