Um gato com febre e linfadenomegalia apresentou suspeita de...
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Tema central: Hemoplasmose felina por Mycoplasma haemofelis (antiga “anemia infecciosa felina”), uma bacteremia que adere aos eritrócitos, causando hemólise e, muitas vezes, resposta imuno-mediada. Clinicamente: febre, letargia, linfadenomegalia, anemia (geralmente regenerativa) e trombocitopenia.
Resposta correta: C – Antibioticoterapia específica, suporte e monitorização hematológica.
Justificativa e conduta prática: A terapia de escolha é doxiciclina 10 mg/kg VO a cada 24 h (ou 5 mg/kg a cada 12 h) por 21–28 dias. Alternativas quando refratário/intolerante: pradofloxacino (melhor perfil em gatos) ou enrofloxacino com cautela. O suporte inclui hemotransfusão se PCV muito baixo, fluidoterapia conforme necessidade e manejo da febre. Em casos com hemólise imuno-mediada importante, pode-se considerar prednisolona 1–2 mg/kg/dia por curto período, avaliando riscos/benefícios. É essencial controle rigoroso de pulgas para interromper a transmissão. Monitorar seriado: PCV/hematócrito, reticulócitos, plaquetas e sinais clínicos. Testar e considerar impacto de FeLV/FIV.
Diagnóstico (raciocínio): Hemograma com anemia regenerativa e trombocitopenia; esfregaço pode mostrar organismos aderidos aos eritrócitos, porém com baixa sensibilidade/especificidade. O padrão-ouro é o PCR para hemoplasmas. A clínica do enunciado + PCR positivo confirmam a infecção. Diferenciais incluem hemólise imune primária e outras doenças transmitidas por vetores.
Análise das alternativas incorretas:
A – Vermífugo isolado é inadequado. Hemoplasmas são bactérias hemotrópicas, não helmintos gastrointestinais. Falha em tratar a causa e em instituir controle de pulgas e suporte.
B – Remoção de linfonodos não trata bacteremia e expõe o paciente a riscos cirúrgicos. A linfadenomegalia é reativa, resolvendo com terapia adequada.
D – Expectante sem tratamento é imprudente. A anemia pode ser grave e potencialmente fatal. Antibiótico precoce reduz parasitemia e necessidade de transfusão.
Pegadinhas e estratégias: Palavras-chave como PCR positivo para M. haemofelis + anemia/trombocitopenia direcionam para antibiótico + suporte + monitorização. Desconfie de opções que proponham cirurgia, vermifugação isolada ou “não tratar”.
Referências essenciais: Merck Veterinary Manual (Hemotrophic Mycoplasmosis in Cats); Greene CE. Infectious Diseases of the Dog and Cat, 5ª ed.; Ettinger & Feldman. Textbook of Veterinary Internal Medicine; ISCAID/consensos sobre doenças transmitidas por vetores em felinos.
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Comentários
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C) Antibioticoterapia específica, suporte sintomático e acompanhamento de parâmetros hematológicos. ✅
Explicação:
O Mycoplasma haemofelis é um hemoparasita bacteriano que infecta os eritrócitos dos gatos, causando:
- Anemia (hemolítica)
- Trombocitopenia
- Febre e linfadenomegalia em alguns casos
- Antibioticoterapia específica:
- Doxiciclina ou enrofloxacina são as drogas de escolha.
- Suporte sintomático:
- Fluidoterapia, transfusões se anemia grave, manejo de febre.
- Monitoramento hematológico:
- Avaliar evolução da anemia, leucocitose e plaquetopenia.
- Evitar tratamentos desnecessários:
- Vermífugos (A) não tratam hemoparasitas.
- Cirurgia exploratória (B) é inútil.
- Não tratar (D) pode levar a complicações graves, incluindo morte em casos severos.
Resumo:
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