Na necropsia de um canino com suspeita de leishmaniose visc...
Gabarito comentado
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Tema central: Leishmaniose visceral canina é uma doença infecciosa sistêmica por Leishmania infantum (chagasi), com tropismo por macrófagos e predileção por órgãos do sistema mononuclear fagocítico (baço, fígado, linfonodos). Na necropsia, são típicos: esplenomegalia, hepatomegalia e infiltrados granulomatosos (hepatite/esplenite granulomatosa).
Gabarito: A — Processos inflamatórios crônicos com granulomas, compatíveis com infecção sistêmica.
Justificativa da correta: A presença de granulomas indica inflamação crônica mediada por macrófagos. Em leishmaniose visceral, os amastigotas se multiplicam no interior de macrófagos, gerando respostas granulomatosas e hiperplasia do sistema retículo-endotelial, resultando em aumento de baço e fígado. Isso é classicamente descrito em necropsias de cães com LV (Greene, Infectious Diseases of the Dog and Cat; Nelson & Couto, Small Animal Internal Medicine; OMS/Ministério da Saúde).
Como interpretar o enunciado: destaque as palavras-chave “esplenomegalia + hepatomegalia + granulomas”. Esse trio aponta para doença sistêmica crônica granulomatosa, típica de agentes intracelulares (Leishmania, micobactérias, fungos). Com suspeita prévia de LV, a conclusão mais plausível é inflamação granulomatosa sistêmica.
Por que as demais estão incorretas?
- B – Necrose pancreática fulminante: pancreatite necrosante cursa com lesão focal ao pâncreas, não explica espleno/hepatomegalia granulomatosa. É incompatível com o padrão de órgãos linforreticulares.
- C – Lesões restritas ao miocárdio: leishmaniose visceral afeta primariamente baço, fígado, linfonodos, medula óssea. Comprometimento cardíaco não é o padrão principal e, se presente, não restringe o quadro aos cardiomiócitos.
- D – Degeneração tóxica não infecciosa: toxicoses costumam produzir degeneração/necrose, esteatose ou colestase, mas não granulomas típicos. O achado de granulomas favorece etiologia infecciosa crônica.
Achados e confirmação diagnóstica (provas e prática):
- Citologia/histopatologia: baço, linfonodo ou medula óssea mostrando macrófagos com amastigotas e inflamação granulomatosa.
- Sorologia: IFI/ELISA para Leishmania (OMS; MS-Brasil).
- PCR: alta sensibilidade em aspirado de baço/medula.
Pegadinhas comuns: confundir “granuloma” com necrose tóxica ou limitar o processo a um único órgão. Em doenças granulomatosas sistêmicas, pense em distribuição multiorgânica.
Referências essenciais: Greene CE. Infectious Diseases of the Dog and Cat, 5ª ed.; Nelson & Couto. Small Animal Internal Medicine; OMS – Leishmaniasis; Ministério da Saúde – Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral.
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Na leishmaniose visceral canina, é comum observar à necropsia:
- Esplenomegalia e hepatomegalia marcantes
- Presença de infiltrado inflamatório granulomatoso (macrófagos ativados e parasitados)
- Esses granulomas são típicos de uma resposta imunológica crônica, sugerindo um processo infeccioso sistêmico persistente, como ocorre nas doenças causadas por protozoários intracelulares, como o Leishmania infantum chagasi.
Esse padrão é clássico de doenças infecciosas crônicas em que o sistema imunológico tenta conter o agente infeccioso por meio de granulomas.
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