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Q3293722 Veterinária
Avalie as afirmativas sobre programas de vacinação e controle epidemiológico em animais domésticos:

I. A identificação de reservatórios é primordial na interrupção de cadeias de transmissão.
II. Vacinas vivas atenuadas podem induzir imunidade robusta, mas exigem cuidados em imunodeficientes.
III. A notificação compulsória de certas doenças infecciosas é dispensável na esfera municipal.
IV. Inquéritos soroepidemiológicos contribuem para o planejamento de campanhas de vacinação.


Estão CORRETAS as afirmativas: 
Alternativas

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Tema central: programas de vacinação e controle epidemiológico em animais domésticos. A questão integra conceitos de cadeias de transmissão, tipos de vacina, vigilância e notificação e inquéritos soroepidemiológicos—pilares para planejar e avaliar campanhas.

Alternativa correta: A (I, II e IV)

I. Identificação de reservatórios: é essencial para interromper a transmissão porque direciona medidas no elo correto da cadeia. Exemplos práticos: roedores na leptospirose, cães e morcegos na raiva, cães na leishmaniose. Diretrizes da OMS/OPAS e WOAH (antiga OIE) recomendam o controle do reservatório como estratégia-chave em zoonoses, associado à vacinação e manejo ambiental.

II. Vacinas vivas atenuadas: induzem imunidade humoral e celular mais robusta e duradoura (memória imunológica superior), porém exigem cautela em imunodeficientes e gestantes pelo risco de doença vacinal ou efeitos fetais. Exemplos: brucelose bovina (S19/RB51) e vacinas modificadas para cinomose/parvovirose em pequenos animais. Referências: WOAH – Manual of Diagnostic Tests and Vaccines; WSAVA Vaccination Guidelines; Day MJ, Veterinary Immunology.

IV. Inquéritos soroepidemiológicos: medem soroprevalência e “lacunas de imunidade”, permitindo estimar cobertura efetiva e o limiar de imunidade coletiva, priorizar áreas e ajustar cronogramas de doses/reforços. Prática recomendada por OMS/OPAS e pelo MAPA em programas como brucelose/tuberculose bovina.

Por que a III é incorreta? A notificação compulsória não é dispensável no nível municipal; ela é obrigatória em todos os níveis e essencial para resposta rápida local (bloqueio vacinal, investigação, quarentena). No Brasil, doenças de animais constam em listas oficiais de notificação (MAPA/Serviço Veterinário Oficial; ex.: IN MAPA nº 50/2013) e zoonoses de interesse em saúde pública exigem notificação ao sistema de vigilância municipal, estadual e federal (MS/SVS). OMS/WOAH reforçam a notificação imediata como base da vigilância.

Análise das alternativas

A – Correta: contempla I, II e IV, todos alinhados às diretrizes internacionais e nacionais.

B – Errada: inclui a III (falsa), apesar de I e IV serem verdadeiras.

C – Errada: omite a I e a IV, que são fundamentais para controle e planejamento de vacinação.

D – Errada: inclui a III, que contraria a obrigatoriedade da notificação.

Dicas de prova: desconfie de termos absolutos como “dispensável”. Relacione “reservatório” com o ponto de intervenção do controle; associe “vacina viva atenuada” a alta imunogenicidade e contraindicações; e lembre que “inquérito sorológico” guia decisões de campanha.

Referências essenciais: OMS/OPAS – vigilância de zoonoses e imunização; WOAH (OIE) – Manual de Testes e Vacinas; WSAVA Vaccination Guidelines; MAPA – lista de doenças de notificação obrigatória e programas oficiais (PNCEBT, PNEFA).

Gabarito: A

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