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Ano: 2019 Banca: NUCEPE Órgão: FMS Prova: NUCEPE - 2019 - FMS - Médico Clínico Geral |
Q1050238 Medicina
São alguns exemplos de achados sugestivos de hipertensão arterial secundária: início precoce ou tardio da hipertensão arterial, hipertensão arterial sistêmica grave, sinais de endocrinopatia, assimetria de pulsos femorais, presença de sopro abdominal. Dentre as alternativas abaixo, qual a que NÃO pode cursar com hipertensão arterial secundária de causa endócrina?
Alternativas

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Tema central: A questão aborda hipertensão arterial secundária de causa endócrina, um conceito relevante na prática clínica. Hipertensão secundária é quando a elevação da pressão arterial decorre de uma causa identificável e reversível, destacando-se, dentre os mecanismos endócrinos, alterações na produção de hormônios das glândulas adrenais ou da tireoide.

Justificativa da alternativa correta:

A alternativa E) Insuficiência suprarrenal é a única resposta correta. Isto porque a insuficiência suprarrenal (doença de Addison) é caracterizada por redução na produção de cortisol e aldosterona, levando, classicamente, a sintomas como astenia, hiperpigmentação e, principalmente, hipotensão arterial—não hipertensão. Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020, Quadro 15.2): “A insuficiência adrenal cursa tipicamente com hipotensão, fadiga e hiponatremia”. Portanto, não é considerada causa de hipertensão secundária endócrina.

Análise das alternativas incorretas:

A) Feocromocitoma: Tumor de adrenal que secreta catecolaminas em excesso (adrenalina, noradrenalina). Causa hipertensão grave, paroxística, acompanhada de cefaleia, sudorese e palpitação. É clássica causa endócrina de HAS secundária.

B) Hipotireoidismo: Embora mais comum a associação com hipotensão, em alguns casos, especialmente em idosos, pode ocorrer hipertensão diastólica pela elevação da resistência vascular periférica. Por isso, é considerada possível causa endócrina de HA secundária.

C) Hiperaldosteronismo primário: Produção excessiva de aldosterona por adenoma ou hiperplasia adrenal bilateral. Leva a retenção de sódio, hipocalemia e hipertensão resistente—um diagnóstico fundamental nas causas endócrinas de hipertensão.

D) Síndrome de Cushing: Excesso de cortisol—seja endógeno (tumor) ou exógeno—causa hipertensão arterial por retenção hidrossalina e aumento da sensibilidade aos vasoconstrictores. Além da HAS, podem ocorrer obesidade centrípeta, fraqueza e alterações cutâneas.

Dicas para provas: Atenção com a palavra “NÃO” (pedem a exceção) e com os mecanismos fisiopatológicos: condições que reduzem (não aumentam) hormônios adrenais, como a insuficiência suprarrenal, cursam tipicamente com hipotensão.

Segundo o Ministério da Saúde, “a investigação da hipertensão secundária é fundamental diante de pistas clínicas (idade atípica, HA grave/refratária, sinais de endocrinopatia)”. Utilize sempre raciocínio fisiopatológico e atenção ao comando da questão.

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a Insuficiência Suprarrenal é uma emergência médica. Causa HIPOTENSÃO (DEFEITO NO SISTEMA RAA) hipoglicemia, hiponatremia com natriurese elevada, hipercaliemia, hemoconcentração, acidose metabólica hipoclorémica e insuficiência renal funcional

  • Hiperaldosteronismo primário: resulta da produção excessiva do hormônio aldosterona pelas glândulas adrenais (supra-renais) ou, mais raramente, por tumores em outros órgãos. Os indivíduos geralmente apresentam HAS com comprometimento desproporcional da função cardíaca.
  • Síndrome de Cushing: resulta da exposição excessiva e prolongada do organismo aos glicocorticóides. Essa situação pode ocorrer pela administração de glicocorticóides para o tratamento de diversas doenças, ou decorrer da produção excessiva do cortisol pelas adrenais em conseqüência de tumores na hipófise ou nas adrenais e muito raramente de outras condições. A
  • Feocromocitomas: são tumores geralmente localizados nas adrenais que produzem, em excesso, hormônios chamados catecolaminas (adrenalina, noradrenalina, dopamina).
  • Hipertireoidismo: resulta da produção excessiva de hormônios pela glândula tireóide, manifestando-se principalmente por: agitação, irritabilidade, insônia, intolerância ao calor, tremores, palpitações, perda de peso com aumento do apetite, alterações menstruais, aumento da freqüência de evacuações, aumento do volume do pescoço, olhos saltados e HAS (especialmente aumento da pressão máxima ou sistólica).
  • Hipotireoidismo: resulta da produção insuficiente de hormônios pela glândula tireóide. Manifesta-se principalmente por: sonolência excessiva, fraqueza, intolerância ao frio, queda de cabelos, dores nas articulações, constipação intestinal, ganho de peso, alterações menstruais, alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos podendo haver HAS (especialmente aumento da pressão arterial mínima ou diastólica).
  • Hiperparatireoidismo: resulta da produção excessiva do paratormônio pelas glândulas paratireóides que pode ser autônoma ou secundária à deficiência de vitamina D ou ainda decorrer da secreção de paratormônio por tumores em outros orgãos.
  • Acromegalia: é a produção excessiva de hormônio do crescimento (GH) que geralmente está relacionada a tumores da hipófise. Os sinais e sintomas são insidiosos, manifestando-se progressivamente por modificações na fisionomia (protrusão da testa e da mandíbula, separação dos dentes, aumento da língua, alargamento do nariz e lábios), aumento das mãos, dos pés e de outros órgãos (coração, rins, fígado, etc.), dor nas articulações, alterações menstruais, elevação glicose plasmática e HAS.

https://www.prescrita.com.br/hipertensao-arterial-secundaria-a-doencas-endocrinas/

• Causas endócrinas: feocromocitoma, hiperaldosteronismo primário, síndrome de Cushing, hipertireoidismo, hipotireoidismo, acromegalia. 

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