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Q3613378 Português

Crianças pobres envelhecem mais rápido do que aquelas de famílias mais ricas, segundo estudo


Crianças que crescem em contextos pobres têm mais probabilidade de envelhecer mais rápido do que aquelas que nascem em famílias ricas, de acordo com um recente estudo britânico. Essas desvantagens biológicas exacerbadas pela desigualdade foram observadas em crianças da Europa entre 6 e 11 anos.

A pesquisa, conduzida por cientistas do Imperial College de Londres, analisou dados de saúde de 1.160 crianças, de classes sociais e contextos locais diversos. O estudo se junta a outros que ajudam a mostrar que desigualdade de renda não é uma questão puramente econômica, e pode ter impactos na saúde pública.

As crianças europeias foram divididas em três grupos de acordo com uma classificação internacional de afluência familiar. O método leva em conta não só a renda dos pais, mas também contabiliza se a criança tem um quarto só para ela e até o número de carros por residência. Além disso, os participantes do estudo providenciaram amostras de sangue e urina.

As amostras de sangue foram usadas para medir a média do tamanho dos telômeros das crianças nos glóbulos brancos. Essas estruturas encontradas nas extremidades dos cromossomos servem para impedir o desgaste do material genético, e vão diminuindo com as sucessivas divisões das células, que se multiplicam para regenerar tecidos e órgãos. Eles servem como biomarcador do envelhecimento.


https://super.abril.com.br/saude/criancas-pobres-envelhecem-mais-rapido-do-queaquelas-de-familias-mais-ricas-segundo-estudo/

A locução conjuntiva destacada em “O método leva em conta não só a renda dos pais, mas também contabiliza se a criança tem um quarto só para ela”, tem sentido de 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A) Adição

Tema central da questão: Conjunções coordenativas aditivas

A questão aborda o uso das locuções conjuntivas correlativas "não só... mas também", muito cobradas em provas de concursos por sua importância na construção de sentido entre as partes do texto.

Pela norma-padrão da Língua Portuguesa, segundo as gramáticas de Evanildo Bechara e Celso Cunha & Lindley Cintra, a expressão “não só... mas também” é uma conjunção coordenativa aditiva, pois:

Regra: Conjunções aditivas são aquelas que acrescentam uma informação à outra, expressando ideia de soma (adição). Exemplos: e, nem, não só... mas também.

No trecho analisado, a locução liga dois fatores analisados: “não só a renda dos pais, mas também contabiliza se a criança tem um quarto só para ela”. O método considera a renda E se a criança tem um quarto; os dois fatores se somam.

Por que a alternativa correta é a letra A?

A alternativa A) adição é correta porque “não só... mas também” adiciona ideias. Em outras palavras, o método não considera apenas um elemento, mas ambos.

Análise das alternativas incorretas:

B) Oposição: Incorreta, pois não há contraste nem contrariedade entre os termos ligados; ambos têm a mesma direção de sentido, sem criar oposição.
C) Alternância: Incorreta. “Alternância” ocorre quando há escolha entre um termo ou outro (ex: ou... ou). Aqui trata-se da soma dos fatores.
D) Proporcionalidade: Incorreta, pois não há relação de proporcionalidade (ex: quanto mais... mais...). Apenas soma de fatores.

Estratégias para provas: Identifique os conectivos. Palavras como não só... mas também sempre indicam adição! Não confunda com conectivos de oposição (mas, porém, todavia), alternância (ou... ou) ou proporção.

Em resumo, “não só... mas tambémliga e soma ideias. Saber classificar corretamente as locuções conjuntivas é essencial para gabaritar questões de sintaxe na prova de Técnico em Ortopedia!

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Comentários

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A

A locução "não só... mas também" possui valor de adição ou soma de ideias. Embora utilize a palavra "mas", que isoladamente é adversativa, a estrutura correlativa indica que dois fatos ocorrem simultaneamente: a renda e a posse de um quarto. Trata-se de uma conjunção coordenativa aditiva, essencial para a coesão textual ao acumular argumentos. Não expressa oposição, alternância ou proporção, mas sim o acréscimo de uma nova informação à anterior.

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