“... não há nenhuma metodologia suficientemente comprovada q...

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Q739204 Português
    A implantação de um semáforo é uma decisão que acarreta impactos consideráveis que podem vir a ser tanto positivos como negativos. Instalado corretamente, propicia a diminuição de acidentes e maior conforto para veículos e pedestres. Entretanto, se for instalado em um local em que sua presença é inadequada, causa aumento no número de paradas, no tempo de espera dos veículos e pedestres, no número de acidentes, além de __________ gastos desnecessários de instalação, operação e manutenção. Tais constatações evidenciam a importância de se contar com uma metodologia que oriente o técnico na hora de decidir se um novo semáforo deve ser implantado.
    Infelizmente, até hoje não há nenhuma metodologia suficientemente comprovada que estabeleça uma relação de critérios confiáveis em que possamos nos apoiar. É deplorável verificar que semáforos são implantados _______ de 100 anos e que até agora, em nenhum lugar do mundo, a Engenharia de Trânsito conseguiu formular critérios realmente consistentes. Resta, então, ao projetista, em cada caso, valer-se de sua experiência e de seu “bom senso” para tomar uma decisão.
    A consequência prática é uma falta de padronização _________ elementar. Não encontramos semáforos em cruzamentos onde tal sinalização seria muito mais justificada que em outros que a possuem.
    (…)
http://www.sinaldetransito.com.br – adaptado
“... não há nenhuma metodologia suficientemente comprovada que estabeleça uma relação de critérios confiáveis...” Assinalar a alternativa na qual a palavra “que” possui a mesma classe gramatical que a do fragmento acima:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em “não há nenhuma metodologia suficientemente comprovada que estabeleça uma relação de critérios confiáveis”, o “que” retoma o antecedente expresso “metodologia” e introduz oração subordinada adjetiva restritiva; portanto, é pronome relativo. Assim, a alternativa correta é a que apresenta o mesmo emprego, o que ocorre em A.

Tema central: pronome relativo
Análise das alternativas
A
Certa
Em “o carro que você me mostrou”, o “que” retoma o nome antecedente “carro” e introduz uma oração que caracteriza esse substantivo. Esse é o mesmo critério do texto-base: retomada de antecedente nominal expresso por meio de oração subordinada adjetiva restritiva. Portanto, o “que” de A tem a mesma classe gramatical do fragmento dado: pronome relativo.
B
Errada
Em “nós é que precisamos de ajuda”, o “que” não retoma um substantivo antecedente nem introduz oração adjetiva. Ele integra a construção enfática “é que”, com valor de realce. Por isso, não tem o mesmo valor morfossintático do “que” do texto-base.
C
Errada
Em “Tivemos que trazer todos os documentos do carro”, o “que” não retoma nome anterior. Ele liga “ter” ao infinitivo “trazer”, compondo a construção verbal “ter que”. Falta, portanto, o traço decisivo do pronome relativo: a retomada de um antecedente nominal expresso.
D
Errada
Em “um quê incompreensível”, “quê” é substantivo, núcleo do sintagma nominal, fato marcado inclusive pela presença do artigo “um”. Aqui a palavra não introduz oração nem retoma antecedente. Logo, sua classe gramatical é diferente da do trecho-base.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre diferentes usos da forma “que”: em especial, fazer o candidato marcar como pronome relativo qualquer “que” que apareça após outra palavra. O ponto decisivo era verificar se havia retomada de antecedente nominal com oração adjetiva; isso só acontece no texto-base e em A.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique se o “que” retoma um nome anterior expresso; se retoma, há forte indicativo de pronome relativo.
  • Verifique se o trecho introduz uma oração que caracteriza esse nome anterior; esse é o funcionamento da oração adjetiva.
  • Desconfie de estruturas fixas como “é que” e “ter que”: nelas, o “que” não exerce o mesmo papel do relativo.
  • Se a palavra vier substantivada, como em “um quê”, a classe gramatical já mudou e a comparação deve ser descartada.

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Todos os outros há verbo

O que em questão é Pronome relativo, já nas alternativas B, C e D ----> Conjunções integrantes

Logo a única alternativa que traz um pronome relativo é a A. Na a o QUE retoma o CARRO.

a) pronome relativo

b) partícula expletiva de realce (expressão fixa: É QUE, que pode ser suprimida sem alterar o contexto da frase, "Na verdade, nós precisamos de ajuda!")

c) locução verbal de obrigação (expressão fixa: verbo ter/haver + que + verbo no infinitivo, o QUE é classificado como PREPOSIÇÃO ACIDENTAL)

d) substantivo

Gabarito A

→ O "que" para ser:

Conjunção Integrante = pode ser trocado por "isso";

Pronome Relativo = pode ser trocado por "o(s), a(s), qual(is)";

Preposição = pode ser trocado por "de" ou é quando: verbo "ter" + que + infinitivo (R);

Partícula Expletiva ou Realce = é quando: "é" + que.

A - Gabarito

B- particular expletiva. ( "Nós precisamos...", logo percebemos que podemos retirá-la).

C- preposição acidente ( podemos substituir por "DE" " Tivemos DE...").

D- substantivo.

Qualquer erro corrijam :D.

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