Com relação à Asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DP...

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Ano: 2019 Banca: NUCEPE Órgão: FMS Prova: NUCEPE - 2019 - FMS - Médico Clínico Geral |
Q1050233 Medicina
Com relação à Asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), coloque (V) para as afirmativas VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS: 
( ) Em um paciente adulto, a asma não controlada, apesar do uso de corticoide inalatório, a associação de um Beta2- agonista de longa ação é uma boa alternativa. ( ) Na exacerbação de DPOC, o corticoide inalatório é mais eficaz do que o corticoide endovenoso ou oral. ( ) Staphylococcus aureus é um dos agentes infecciosos mais comuns na exacerbação de DPOC. ( ) Não é comum a presença de eosinofilia no sangue periférico da maioria dos pacientes com asma. ( ) Infusão de sulfato de magnésio pode ser benéfico, nos casos refratários de exacerbação de DPOC e crise asmática. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. 

Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão se resolve pela combinação de manejo clássico da asma e da exacerbação de DPOC: a associação de LABA ao corticoide inalatório é estratégia de escalonamento na asma não controlada; na DPOC agudizada, o corticoide efetivo é o sistêmico, não o inalatório; Staphylococcus aureus não está entre os agentes mais comuns da exacerbação típica de DPOC; eosinofilia periférica não é achado obrigatório na maioria dos asmáticos; e o sulfato de magnésio pode ser benéfico em obstrução refratária, com sustentação mais forte na crise asmática. Isso leva à sequência V-F-F-V-V e à alternativa D.

Tema central: Asma e DPOC
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque marca a 1ª assertiva como falsa e a 2ª como verdadeira. Isso contraria dois pontos centrais: na asma não controlada com corticoide inalatório, acrescentar LABA é escalonamento terapêutico clássico; e na exacerbação de DPOC, o corticoide de escolha é sistêmico, não havendo superioridade do corticoide inalatório sobre o oral ou endovenoso.
B
Errada
Incorreta porque erra a 1ª e a 3ª assertivas. A 1ª é verdadeira pelo manejo controlador da asma com associação ICS+LABA quando persiste descontrole. A 3ª é falsa porque Staphylococcus aureus não figura entre os agentes mais comuns da exacerbação infecciosa típica da DPOC; os patógenos habituais são H. influenzae, S. pneumoniae e M. catarrhalis.
C
Errada
Incorreta porque trata a 3ª como verdadeira, a 4ª como falsa e a 5ª como falsa. A 3ª está errada por microbiologia: Staphylococcus aureus não é um dos agentes mais comuns da exacerbação típica de DPOC. A 4ª está errada porque eosinofilia periférica não é achado da maioria dos asmáticos. A 5ª diverge do gabarito oficial, que a considera verdadeira pela formulação ampla de possível benefício do magnésio em obstrução refratária, especialmente na asma.
D
Certa
A alternativa D está correta porque corresponde à sequência V-F-F-V-V. A 1ª assertiva é verdadeira: em adulto com asma não controlada apesar de corticoide inalatório, a associação de beta2-agonista de longa ação é estratégia consagrada de intensificação do tratamento controlador. A 2ª é falsa: na exacerbação de DPOC, o corticoide indicado é sistêmico, por via oral ou endovenosa conforme o cenário, e o corticoide inalatório não é mais eficaz nesse contexto agudo. A 3ª é falsa: os agentes bacterianos mais frequentes na exacerbação infecciosa típica da DPOC são Haemophilus influenzae, Streptococcus pneumoniae e Moraxella catarrhalis, não Staphylococcus aureus como um dos mais comuns. A 4ª é verdadeira: eosinofilia periférica pode ocorrer em subgrupos de asma, mas não está presente na maioria de forma obrigatória. A 5ª é considerada verdadeira pelo gabarito oficial porque a frase usa formulação ampla de possível benefício do sulfato de magnésio em casos refratários de obstrução; a sustentação é mais sólida na crise asmática grave do que na DPOC, mas a base fornecida sustenta o item como verdadeiro.
E
Errada
Incorreta porque marca como falsas a 4ª e a 5ª assertivas. A 4ª é verdadeira: a asma é heterogênea e eosinofilia periférica não está presente na maioria dos pacientes como condição obrigatória. A 5ª é considerada verdadeira pelo gabarito oficial, já que o item não afirma uso padrão universal, mas possibilidade de benefício em casos refratários, com base mais consistente para crise asmática.
Pegadinha da questão
A banca mistura conceitos de manutenção da asma com manejo agudo da DPOC e ainda formula a 5ª assertiva de modo amplo, usando 'pode ser benéfico', o que permite considerá-la verdadeira apesar de a sustentação ser bem mais forte para asma do que para DPOC.
Dica para questões semelhantes
  • Em asma persistente não controlada com corticoide inalatório, pense em escalonamento com LABA como estratégia clássica de controle.
  • Na exacerbação de DPOC, diferencie tratamento agudo de manutenção: o corticoide relevante no cenário agudo é o sistêmico.
  • Para etiologia infecciosa típica da exacerbação de DPOC, priorize H. influenzae, S. pneumoniae e M. catarrhalis; não coloque S. aureus entre os mais comuns sem contexto específico.
  • Não trate eosinofilia periférica como requisito para asma; sua ausência não afasta o diagnóstico.

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Comentários

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A alternativa correta é a alternativa D: V-F-F-V-V. A afirmação (V) é correta, pois, em pacientes com asma não controlada, a adição de um beta2-agonista de longa ação pode ajudar a melhorar os sintomas. A afirmação (F) é incorreta, pois os corticoides endovenosos ou orais são mais eficazes na exacerbação da DPOC do que os corticoides inalatórios. A afirmação (F) também é incorreta, pois o Staphylococcus aureus não é um dos agentes infecciosos mais comuns na exacerbação da DPOC. A afirmação (V) é verdadeira, pois a presença de eosinofilia no sangue periférico é comum na maioria dos pacientes com asma. A afirmação (V) também é correta, pois a infusão de sulfato de magnésio pode ser benéfica em casos refratários de exacerbação de DPOC e crise asmática.

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