Paciente de 62 anos, portador de doença crônica e várias in...
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Tema central: A questão aborda o tratamento medicamentoso da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFER), condição clínica prevalente em idosos e com alta morbidade. O desafio é identificar, entre os fármacos citados, aquele com menor impacto na redução da mortalidade a longo prazo.
Análise clínica: O paciente possui quadro clássico de ICFER: dispneia paroxística noturna, ortopneia, edemas, turgência jugular e terceira bulha. Estes achados reforçam a gravidade e a necessidade de intervenções baseadas em evidências.
Comentando a alternativa correta: Furosemida é um diurético de alça fundamental no alívio dos sintomas congestivos. Contudo, importantes estudos e consensos, como o PCDT de Insuficiência Cardíaca do Ministério da Saúde (2022), esclarecem: “O uso de diuréticos está relacionado à melhora sintomática, sem impacto comprovado na redução da mortalidade a longo prazo” (p. 43).
Evidências científicas: Revisões sistemáticas e obras como “Braunwald’s Heart Disease” e “Harrison’s Principles of Internal Medicine” são unânimes nesse ponto: os diuréticos servem ao controle dos sintomas, não à sobrevida.
Análise das alternativas incorretas:
- Espironolactona (B): ARM comprovado pelo estudo RALES na redução da mortalidade.
- Sacubitril/valsartana (C): O estudo PARADIGM-HF demonstrou superioridade sobre IECA em sobrevida e menor reinternação.
- Enalapril (D): IECA clássico, impacto benéfico comprovado em grandes trials (Soler et al., CONSENSUS Study).
- Carvedilol (E): Betabloqueador com sólida evidência de reduzir mortalidade em ICFER (COPERNICUS Trial).
Estratégia para provas: Fique atento a pegadinhas: diurético está muito associado à insuficiência cardíaca, mas o objetivo não é apenas controle dos sintomas, e sim prolongar a vida do paciente.
Resumo das diretrizes: “O tratamento da ICFER deve incluir IECA/BRA, betabloqueadores, ARM e ARNI sempre que possível, pois todos comprovadamente reduzem mortalidade.” (PCDT Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida, Ministério da Saúde, p. 28).
Conclusão: Furosemida alivia sintomas, mas não reduz mortalidade. Não confunda terapia sintomática com terapêutica modificadora de prognóstico na insuficiência cardíaca crônica.
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