De acordo com o texto, para uma convivência familiar harmoni...
Leia o texto para responder às questões que seguem.
DIPLOMACIA FAMILIAR
Precisamos acalmar os ânimos com os parentes
A vida em família é, na maioria das vezes, a nossa sustentação. A família aconchega, acolhe, defende, oferece segurança, é nossa fortaleza. Há momentos harmoniosos de convivência que melhoram a nossa qualidade de vida! (...) É o único grupo ao qual pertencemos a vida toda. É uma panelinha amorosa!
Mas, como tudo, a vida em família tem o seu outro lado: não é – e nunca foi – fácil viver em família. Dentro das quatro paredes, os conflitos, as cobranças, as pressões e as expectativas frustradas, (...) vêm à tona.
Normal! Afinal, como são os afetos que regem a vida do grupo familiar, não tinha como ser diferente, porque eles sempre andam aos pares, com seus opostos. É por isso que, onde há amor, há ódio, também. Só não há indiferença, porque, aí, não há afeto.
Entreveros familiares sempre existiram e existirão, mas, na atualidade, os laços familiares andam frágeis, porque qualquer motivo à toa já basta para que surjam picuinhas, hostilidades, distanciamento, raiva, mágoa etc. Será que estamos a assumir que, de fato, "parente é serpente"?
Uma bronca de um tio no sobrinho é motivo para que os irmãos se desentendam; passar um dia com os netos já pode suscitar fofocas maldosas a respeito dos avós; um presente dado a uma sobrinha provoca ciúme de outra irmã, e assim por diante.
Por que esses pequenos acontecimentos do cotidiano, antes relevados, agora despertam emoções tão intensas nos integrantes do grupo familiar? Temos algumas pistas.
O modo individualista de viver e a busca da felicidade pessoal e permanente, valores sociais que adotamos faz tempo, têm grande parcela de responsabilidade nessa questão. "Eu preciso pensar em mim", "devo pôr para fora tudo o que me atormenta", "por que as pessoas agem de modo tão diferente do que deveriam?" são alguns exemplos de pensamentos que existem em nós, muitas vezes à nossa revelia, e que mostram o quanto os valores citados interferem em nossa vida pessoal. (...).
Precisamos acalmar os ânimos com os parentes, relevar as pequenas adversidades que eles nos provocam, sem querer ou intencionalmente, respeitar as diferenças existentes, perdoar os seus defeitos e lembrar, sempre, dos benefícios que pertencer a uma família nos traz e que hoje estão em risco. Senão, logo teremos mais um curso de graduação disponível no já concorrido mercado universitário: "diplomacia familiar". Somos capazes de dar conta disso, não somos?
(Revista Veja, Editora Abril, edição 2.542, ano 50, nº 32, 9 de agosto de 2017, p. 89. Por Rosely Sayão).
De acordo com o texto, para uma convivência familiar harmoniosa são necessários (as):
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Análise da Questão – Interpretação de Texto (Professor – Artes)
Tema central: A questão avalia interpretação de texto, exigindo do candidato a identificação da ideia central e de elementos essenciais à coerência do texto, de acordo com a norma-padrão e práticas atuais de leitura crítica para concursos.
Justificativa para a alternativa correta (C):
O texto enfatiza, em diversas passagens, que a harmonia familiar depende de acalmar os ânimos (“Precisamos acalmar os ânimos com os parentes…”), respeito (“respeitar as diferenças existentes”) e afetividade (“É a presença dos afetos que rege a vida do grupo familiar”).
Essa análise exige do candidato a capacidade de síntese entre aquilo que é explicitamente pedido (“convivência harmoniosa”) e os valores defendidos no texto. O reconhecimento desses elementos implica aplicar o princípio da coerência textual (segundo Koch e Elias, “coerência é o que permite ao leitor construir sentido, por meio das relações entre partes do texto”).
Análise das alternativas incorretas:
A) “Individualismo”, embora presente no texto, é apontado como causa da fragilização dos laços, não como valor positivo. Portanto, há ruptura da coerência.
B) “Provocações aos mais velhos” estão no texto como exemplos de conflitos, não como meios de harmonia.
D) “Hostilidade” e “busca da felicidade” aparecem como fatores que geram distanciamento. Ambos se opõem à proposta central do texto.
E) “Cultivo de mágoas” e “distanciamento” são explicitamente criticados no texto como prejudiciais, reforçando novamente a necessidade de leitura atenta do contexto.
Dicas e estratégias: Em interpretação, atente-se a termos negativos ou positivos que aparecem no texto e como o autor os avalia. Expressões como “precisamos acalmar”, “respeitar”, “relevar” indicam o caminho da resposta.
Resumo: A alternativa C é a única alinhada à ideia de convivência harmônica defendida no texto, respeitando a coerência e o posicionamento da autora.
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Precisamos acalmar os ânimos com os parentes, relevar as pequenas adversidades que eles nos provocam, sem querer ou intencionalmente, respeitar as diferenças existentes, perdoar os seus defeitos e lembrar, sempre, dos benefícios que pertencer a uma família nos traz e que hoje estão em risco.
Precisamos acalmar os ânimos com os parentes, relevar as pequenas adversidades que eles nos provocam, sem querer ou intencionalmente, respeitar as diferenças existentes, perdoar os seus defeitos e lembrar, sempre, dos benefícios que pertencer a uma família nos traz e que hoje estão em risco. Senão, logo teremos mais um curso de graduação disponível no já concorrido mercado universitário: "diplomacia familiar". Somos capazes de dar conta disso, não somos?
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