A Oxcarbazepina é um derivado estrutural da carbamazepina. ...
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Tema central: A questão explora as diferenças farmacológicas entre oxcarbazepina e carbamazepina, anticonvulsivantes frequentemente prescritos em neurologia, especialmente no manejo de epilepsias. Conhecer suas particularidades é fundamental, já que suas diferenças influenciam eficácia, perfil de efeitos adversos e interações medicamentosas.
Justificativa da alternativa correta (C):
“Não é metabolizado para epóxido”.
A oxcarbazepina é rapidamente convertida no fígado ao metabólito ativo 10-monohidroxiderivado (MHD), sem gerar epóxidos. Em contraste, a carbamazepina sofre metabolização hepática formando o carbamazepina-10,11-epóxido, responsável tanto por parte dos efeitos terapêuticos quanto por boa parte dos efeitos tóxicos e adversos, inclusive reações idiossincráticas. Essa distinção metabólica é respaldada por fontes como o “Harrison’s Principles of Internal Medicine” e revisões em farmacologia clínica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Indicado em epilepsia parcial e generalizada.
Incorreta. A oxcarbazepina possui indicação primária em crises epilépticas parciais, com ou sem generalização secundária. Para crises generalizadas primárias, especialmente ausências e mioclonias, não é considerada droga de primeira escolha, segundo consenso da Liga Brasileira de Epilepsia e do Ministério da Saúde.
B) Sem risco de erupção cutânea.
Errada. Embora o risco seja menor em relação à carbamazepina, ainda existe possibilidade de reações cutâneas (exantema, síndrome de Stevens-Johnson). O risco é reduzido, não ausente. Segundo o UpToDate: “Rash is less common than with carbamazepine, but still reported.”
D) Nenhum risco de hiponatremia.
Falso. A oxcarbazepina pode causar hiponatremia relevante clinicamente devido ao seu efeito antidiurético. A incidência é até maior do que com a carbamazepina.
E) Não é indutor de enzimas hepáticas.
Equívoco. Ela exerce efeito indutor enzimático, embora menos intenso do que o da carbamazepina. Portanto, podem ocorrer interações medicamentosas.
Dica para provas: Atenção às respostas absolutas (“sem risco”, “nenhum risco”), pois, em saúde, raramente existe risco zero! Sempre busque a alternativa respaldada por aspectos fisiopatológicos claros e comprováveis em literatura de referência.
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