Mulher de 69 anos é encontrada pela manhã com afasia e hemi...
Mulher de 69 anos é encontrada pela manhã com afasia e hemiplegia em dimídio direito, tendo sido vista bem pela última vez na noite anterior, há cerca de 6 horas e meia.
Ao chegar ao hospital, NIHSS = 17. TC de crânio sem sinais de hemorragia. Na RNM de encéfalo, observa-se área de restrição à difusão (DWI) em território de artéria cerebral média esquerda, com ausência de alteração correspondente em FLAIR (mismatch DWI–FLAIR), além de oclusão de grande vaso na angio-RM.
Em relação à estratégia de reperfusão, assinale a opção que apresenta a conduta mais adequada.
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: Pela diretriz AHA/ASA e pelos estudos DAWN e DEFUSE-3, paciente com AVC isquêmico entre 6 e 24 horas do último momento visto normal, com oclusão de grande vaso da circulação anterior e imagem avançada favorável, é candidata a trombectomia mecânica em janela estendida. No caso, a paciente tem NIHSS 17, angio-RM com oclusão de grande vaso e mismatch DWI-FLAIR, o que afasta a exclusão da reperfusão apenas pelo tempo de 6,5 horas.
- Não use o limite de 4,5 horas como veto universal à reperfusão; ele não exclui trombectomia em janela estendida.
- Se houver oclusão de grande vaso da circulação anterior e déficit importante, pense primeiro em elegibilidade para trombectomia com seleção por imagem avançada.
- Mismatch DWI-FLAIR indica tecido potencialmente resgatável no AVC de despertar, mas não supera a relevância da trombectomia quando existe LVO.
- Antiagregação com AAS ou DAPT não é substituto da reperfusão em AVC agudo grave com grande vaso ocluído.
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