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Ano: 2019 Banca: NUCEPE Órgão: FMS Prova: NUCEPE - 2019 - FMS - Médico Neurologista |
Q1050290 Medicina
Qual das opções é a medicação preventiva menos comumente usada, para o tipo de cefaleia da questão 1?
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Tema central: A questão aborda o tratamento preventivo da cefaleia em salvas, tema frequente em concursos para médicos neurologistas, exigindo conhecimento atualizado sobre as opções farmacológicas indicadas e comprovadas para essa condição.

Justificativa da alternativa correta (B: Duloxetina):
A cefaleia em salvas é uma cefaleia primária, trigeminoautonômica, de dor intensa, unilateral e de curta duração, acompanhada de sintomas autonômicos (ex: lacrimejamento, congestão nasal). Seu tratamento preventivo objetiva reduzir frequência, intensidade e duração das crises.
Entre as opções, a duloxetina é um antidepressivo IRSN, voltado ao tratamento de depressão e síndromes dolorosas crônicas como dor neuropática e fibromialgia, mas não possui evidências sólidas de eficácia na profilaxia da cefaleia em salvas. Não está contemplada nas principais diretrizes nacionais ou internacionais para esse fim (SBN, IHS, UpToDate). Por isso, é a alternativa correta.

Análise das alternativas incorretas:

A) Lítio: Muito utilizado na forma crônica da cefaleia em salvas. A literatura sustenta seu benefício, especialmente quando o verapamil não é suficiente ou há intolerância.
C) Cafeína: Não faz parte do arsenal terapêutico preventivo, mas pode estar presente como coadjuvante em alguns analgésicos abortivos. Não é opção de primeira escolha na prevenção.
D) Melatonina: Apesar de menor robustez de dados, estudos pequenos sugerem que a melatonina pode ser benéfica como opção adjuvante na prevenção, merecendo menção em protocolos recentes.
E) Indometacina: Fármaco clássico para cefaleias paroxísticas, como a hemicrania paroxística, mas não atua de modo relevante na prevenção da cefaleia em salvas.

Estratégia de prova: Atenção ao comando "menos comumente usada". Pegadinhas comuns ocorrem quando o aluno se foca apenas em saber se a droga é ou não utilizada em cefaleias, sem distinguir entre indicações preventivas e abortivas, ou entre diferentes tipos de cefaleia primária.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia e revisões do UpToDate (acesso 2024), as principais opções preventivas são verapamil, lítio e, em menor grau, melatonina. O uso de duloxetina não encontra respaldo científico para esse quadro.

Resumo prático: Em cefaleia em salvas, sempre priorize as recomendações principais. Duvide de opções menos citadas nas diretrizes, especialmente antidepressivos que não possuem indicação formal para o quadro.

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A resposta correta é a alternativa B, Duloxetina. A cefaleia é uma dor de cabeça que pode ser bastante incapacitante e existem diversos tipos de cefaleia. A prevenção é importante para evitar a recorrência e a intensidade das crises. Existem várias opções de medicações preventivas, porém, a menos comumente usada é a duloxetina, que atua como um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina. As outras alternativas apresentadas, como lítio, cafeína, melatonina e indometacina, são outras opções de medicações preventivas comumente usadas para tratar diferentes tipos de cefaleia.

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