Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos ...

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Q3406922 Português
        Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu.
        Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
        No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.
        As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.

Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: (com adaptações). 

Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue o item a seguir. 

A oração “Se a mudança não tivesse sido adotada” (segundo período do último parágrafo) expressa uma hipótese. 

Alternativas

Comentários

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CERTO.

SEEEEEEE

A oração “Se a mudança não tivesse sido adotada” expressa uma hipótese.

Trata-se de uma oração condicional que expressa uma condição não realizada no passado, ou seja, algo que poderia ter acontecido, mas não aconteceu

Conjunções condicionais: CASA SEM CONTAS

CASO

A MENOS QUE

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SE

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GABARITO: CERTO

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A afirmativa está correta. A oração “Se a mudança não tivesse sido adotada”, localizada no segundo período do último parágrafo, expressa claramente uma hipótese, ou seja, uma suposição que não aconteceu na realidade, mas que é apresentada como uma possibilidade imaginada.

Esse tipo de construção é típico de orações subordinadas condicionais no modo subjuntivo, indicando que algo poderia ter ocorrido sob determinadas condições. O uso do pretérito mais-que-perfeito do subjuntivo (“tivesse sido adotada”) reforça a ideia de que a hipótese se refere a um evento passado que não se concretizou. O período completo reforça isso:

“Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper [...] também teriam de ser considerados planetas.”

Trata-se, portanto, de um período hipotético do tipo 3, que trabalha com situações irreais no passado (condição não realizada + consequência também não realizada). Essa estrutura é comum em textos explicativos que apresentam alternativas para reforçar a importância de uma decisão tomada — no caso, a nova definição da IAU.

Assim, a função sintática e semântica da oração é, de fato, a de expressar uma hipótese contrafactual, e o gabarito CERTO está plenamente justificado.

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Toda vez que aparecer se com verbo no pretérito do subjuntivo (tivesse, fosse, houvesse...) + verbo no condicional (teria, faria...), a banca está construindo um período hipotético, ou seja, uma hipótese.

Achei que hipótese e condição eram coisas diferentes

gabarito certo

A oração "Se a mudança não tivesse sido adotada" (segundo período do último parágrafo) expressa uma hipótese.

De acordo com as fontes, as conjunções condicionais, como o "Se", introduzem uma oração que indica uma hipótese ou condição para a ocorrência da oração principal. O emprego do modo subjuntivo nessas orações é fundamental para expressar essa ideia hipotética.

Especificamente, o período utiliza o pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo ("tivesse sido adotada").

Portanto, a estrutura "Se" acompanhada de um verbo no modo subjuntivo (como "tivesse sido adotada") é uma forma gramatical que expressa uma condição ou hipótese, frequentemente sobre um evento que não se realizou no passado.

bons estudos

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