Ao atualizar seu planejamento estratégico, um órgão público ...

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Q3878357 Administração Pública
Ao atualizar seu planejamento estratégico, um órgão público considerou utilizar as forças de Porter, mas, ao analisar o ambiente competitivo em que o órgão se enquadrava, a ferramenta foi descartada por não ser adequada ao uso de órgãos públicos.
Um dos motivos que levou a essa decisão foi que os órgãos públicos: 
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A questão exigia comparar a lógica das cinco forças de Porter, voltada à análise competitiva de mercado, com a natureza dos órgãos públicos. Como o ponto central apontado pela base é a ausência de produtos substitutos no sentido concorrencial, a letra E é a que justifica o descarte da ferramenta.

Tema central: Inadequação das cinco forças de Porter ao setor público
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui aos órgãos públicos objetivo de lucro, o que contraria sua finalidade institucional.
B
Errada
Está errada porque órgãos públicos não se caracterizam por competir entre si por clientes no sentido mercadológico pressuposto pelo modelo de Porter.
C
Errada
Está errada porque a relação com fornecedores pode existir nas compras e contratações públicas; assim, essa afirmação não explica a inadequação central do modelo e ainda remete a uma força que pode existir parcialmente.
D
Errada
Está errada porque licitação é procedimento de contratação pública, não mecanismo de determinação da entrada de novos entrantes no setor em sentido porteriano.
E
Certa
A alternativa E está correta porque a força dos produtos substitutos, no modelo de Porter, faz sentido dentro de competição setorial de mercado. Órgãos públicos, em regra, não estão submetidos a essa lógica competitiva no mesmo sentido mercadológico.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tomar elementos que podem aparecer no setor público, como fornecedores ou usuários, como se isso bastasse para enquadrar o órgão na lógica concorrencial completa do modelo de Porter.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão citar Porter, verifique primeiro se o contexto é de competição de mercado entre organizações.
  • Se a alternativa usar cliente, concorrente, entrante ou substituto, confira se o termo está no sentido mercadológico próprio do modelo.
  • Elimine opções parcialmente verdadeiras quando elas não explicarem o motivo central pedido pela questão.

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GABARITO: E

No setor público, não existe concorrência real de mercado como no setor privado.

Exemplo:

Um órgão como o INSS não “perde clientes” para outro órgão concorrente. A emissão de RG, CPF, ou serviços públicos essenciais não tem substituto competitivo real.

Por que as outras estão erradas?

A) possuem objetivo de lucro

❌ Errado — órgão público não busca lucro, mas interesse público

B) competem entre si por clientes

❌ Errado — não há competição entre órgãos públicos nesse sentido

C) estão sujeitos à influência da competição dos fornecedores

❌ Até existe relação com fornecedores, mas não é “competição de mercado” como Porter analisa

D) determinam a entrada de novos entrantes por meio das licitações

❌ Licitação não é “entrada no mercado” competitivo — é só contratação pública

Ideia central do modelo de Porter:

funciona bem no setor privado.

tem limitações no setor público.

A alternativa correta é:

E) não estão sujeitos a produtos substitutos no sentido competitivo.

O modelo das 5 Forças de Michael Porter foi criado para analisar empresas em ambientes competitivos de mercado, onde há:

  • concorrência direta,
  • disputa por clientes,
  • pressão por lucro.

Já os órgãos públicos, em regra:

  • não competem por clientes,
  • não visam lucro,
  • e muitas vezes possuem monopólio legal sobre determinados serviços.

Por isso, uma das forças — ameaça de produtos substitutosnão se aplica adequadamente, já que o cidadão não pode simplesmente “trocar” o serviço público por outro concorrente (ex: emissão de RG, atuação do Judiciário, etc.).

A questão trata da ferramenta de planejamento estratégico, chamada Forças Competitivas ou Porter

Trata de poder de barganha (fornecedores e clientes)

Ameaças de produtos substitutos

Ameaças de novos entrantes no mercado

Rivalidade entre os concorrentes

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