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Q3878357 Administração Pública
Ao atualizar seu planejamento estratégico, um órgão público considerou utilizar as forças de Porter, mas, ao analisar o ambiente competitivo em que o órgão se enquadrava, a ferramenta foi descartada por não ser adequada ao uso de órgãos públicos.
Um dos motivos que levou a essa decisão foi que os órgãos públicos: 
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A decisão dependia de reconhecer que, no órgão público, a lógica concorrencial de Porter não se completa com a força dos produtos substitutos em sentido de mercado.

Tema central: Modelo de Porter no setor público
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui aos órgãos públicos finalidade de lucro, o que contraria sua finalidade institucional típica. A base decisiva aqui é o conceito de objetivo institucional do órgão público.
B
Errada
Está errada porque pressupõe competição entre órgãos públicos por clientes em lógica de mercado. Em regra, órgãos públicos não operam sob rivalidade mercadológica típica, nem o usuário se confunde automaticamente com cliente em sentido concorrencial.
C
Errada
Está errada porque a influência de fornecedores pode existir nas contratações públicas, de modo que isso não serve como motivo distintivo para descartar o modelo tal como a questão pede. O erro da alternativa é tratar um elemento que pode estar presente no setor público como se ele explicasse a inadequação central da ferramenta.
D
Errada
Está errada porque confunde licitação com barreiras à entrada no mercado. Licitação é procedimento de contratação administrativa para seleção de fornecedores, não mecanismo pelo qual o órgão define entrada de novos entrantes no setor em sentido da força competitiva de Porter.
E
Certa
Está correta porque, em regra, órgãos públicos não enfrentam produtos substitutos no sentido competitivo próprio da análise de mercado de Porter, o que torna a ferramenta inadequada ao contexto descrito.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tomar elementos isolados com aparência de mercado no setor público — como fornecedores, usuários ou licitação — e concluir que o modelo de Porter se aplica integralmente; o núcleo decisivo era a ausência de produtos substitutos no sentido competitivo.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão mencionar Porter, verifique primeiro se o contexto é de competição setorial de mercado; sem essa lógica, a ferramenta pode perder aderência.
  • Não trate usuário de serviço público como cliente em sentido mercadológico sem que a questão dê esse passo expressamente.
  • Separe contratação pública de dinâmica concorrencial: licitação não equivale a barreira de entrada no mercado.
  • Se uma alternativa apontar força competitiva típica de mercado, confira se ela existe no caso concreto no sentido concorrencial, não apenas de forma superficial.

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GABARITO: E

No setor público, não existe concorrência real de mercado como no setor privado.

Exemplo:

Um órgão como o INSS não “perde clientes” para outro órgão concorrente. A emissão de RG, CPF, ou serviços públicos essenciais não tem substituto competitivo real.

Por que as outras estão erradas?

A) possuem objetivo de lucro

❌ Errado — órgão público não busca lucro, mas interesse público

B) competem entre si por clientes

❌ Errado — não há competição entre órgãos públicos nesse sentido

C) estão sujeitos à influência da competição dos fornecedores

❌ Até existe relação com fornecedores, mas não é “competição de mercado” como Porter analisa

D) determinam a entrada de novos entrantes por meio das licitações

❌ Licitação não é “entrada no mercado” competitivo — é só contratação pública

Ideia central do modelo de Porter:

funciona bem no setor privado.

tem limitações no setor público.

A alternativa correta é:

E) não estão sujeitos a produtos substitutos no sentido competitivo.

O modelo das 5 Forças de Michael Porter foi criado para analisar empresas em ambientes competitivos de mercado, onde há:

  • concorrência direta,
  • disputa por clientes,
  • pressão por lucro.

Já os órgãos públicos, em regra:

  • não competem por clientes,
  • não visam lucro,
  • e muitas vezes possuem monopólio legal sobre determinados serviços.

Por isso, uma das forças — ameaça de produtos substitutosnão se aplica adequadamente, já que o cidadão não pode simplesmente “trocar” o serviço público por outro concorrente (ex: emissão de RG, atuação do Judiciário, etc.).

A questão trata da ferramenta de planejamento estratégico, chamada Forças Competitivas ou Porter

Trata de poder de barganha (fornecedores e clientes)

Ameaças de produtos substitutos

Ameaças de novos entrantes no mercado

Rivalidade entre os concorrentes

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