Considerando o contexto em que se produziu a colocação do p...
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Restos de Carnaval
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Tema central: Colocação pronominal (próclise). Trata-se de um conteúdo essencial da gramática normativa, frequentemente cobrado em concursos, e que exige atenção aos chamados fatores de atração do pronome oblíquo.
No trecho “Muitas coisas que me aconteceram”, observamos o verbo “aconteceram” antecedido pelo pronome oblíquo “me”. A posição desse pronome é explicada pela próclise, ou seja, a colocação do pronome antes do verbo.
Regra normativa – fundamentação: De acordo com Evanildo Bechara, “Emprega-se a próclise: [...] quando o verbo é precedido por palavras ou expressões atrativas, como pronomes relativos: que, quem, cujo, onde etc.” (Moderna Gramática Portuguesa, p. 600). Assim, o pronome relativo “que” obriga a colocação do pronome oblíquo imediatamente antes do verbo.
Alternativa correta: C) a gramática normativa recomenda o uso da próclise na presença de atratores dos pronomes pessoais oblíquos, como é o caso do pronome relativo.
Por que as demais alternativas estão erradas?
A) Início de oração NÃO impõe próclise. Depende da existência de atratores, como negativos, advérbios ou pronomes relativos.
B) Pronomes indefinidos realmente atraem, mas não é o caso desta frase. Aqui o atrator é o pronome relativo “que”, não um indefinido.
D) A ausência de pausa entre sujeito e verbo não determina a colocação do pronome. O critério é sintático e depende da presença de atratores.
E) O fato de estar em oração subordinada não obriga a próclise, salvo quando há termos atratores – como ocorre aqui, por causa do “que”.
Dica de preparação: Em provas, localize o termo imediatamente anterior ao verbo. Se for um pronome relativo (“que”, “quem”, “cujo”), é indicativo claro de próclise. Evite cair em pegadinhas que sugerem obrigatoriedade da próclise apenas pelo início da oração.
Resumo da regra para concursos: Próclise é obrigatória diante de pronomes relativos. Isso garante clareza, coesão e obediência à norma culta, essencial em textos técnicos e redação oficial (Manual de Redação da Presidência da República).
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“Muitas coisas que me aconteceram”
→ Temos um pronome relativo que pode ser substituído por as quais introduz uma oração subordinada adjetiva, o pronome relativo é fator atrativo do pronome oblíquo átono.
GABARITO. C
Caí na pegadinha da letra E
A posição do pronome oblíquo átono (me, te, se, lhe, vos, o[s], a[s], etc.) pode ser distintamente três: próclise (antes do verbo. p.ex. não se realiza trabalho voluntário), mesóclise (entre o radical e a desinência verbal, p.ex. realizar-se-á trabalho voluntário) e ênclise (após o verbo, p.ex. realiza-se trabalho voluntário).
O trecho a ser inspecionado:
“Muitas coisas que me aconteceram.”
Analisemos as alternativas:
a) o pronome deve ser colocado antes do verbo, quando iniciam orações.
Incorreto. O oposto: após o verbo, em ênclise, quando inicia orações. No caso em tela, não pode por haver pronome relativo, fator atrativo;
b) a gramática normativa recomenda o uso da próclise na presença de atratores, como é o caso do pronome indefinido, que atrai o pronome oblíquo.
Incorreto. A despeito de haver validade no que foi redigido acima, o autor serviu-se da próclise em virtude da presença do pronome relativo "que";
c) a gramática normativa recomenda o uso da próclise na presença de atratores dos pronomes pessoais oblíquos, como é o caso do pronome relativo.
Correto. Vide exemplo: "Estes são os países que se assemelham em economia";
d) quando não há pausa entre o sujeito e o verbo, deve-se usar a ênclise.
Incorreto. Pode-se usar, mas não é regra. Apresenta-se legítima também a próclise. Ex.: Eles se amam muito.
e) o verbo, em orações subordinadas, impõe o uso da próclise.
Incorreto. Não é o verbo que se desloca, e sim o pronome que a ele está atrelado.
Letra C
Assertiva E
a gramática normativa recomenda o uso da próclise na presença de atratores dos pronomes pessoais oblíquos, como é o caso do pronome relativo.
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