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Q2670335 Medicina

Uma criança de 6 anos de idade recebeu o diagnóstico com AIJ oligoarticular. É incapaz de deambular devido à limitação de extensão de joelhos. A melhor opção terapêutica no momento seria:

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Tema central: A questão aborda a conduta terapêutica inicial perante uma criança de 6 anos com Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) oligoarticular que apresenta limitação funcional grave (incapacidade de deambular por limitação dos joelhos).

Análise da alternativa correta – E: Triancinolona hexacetonida intra-articular nos 2 joelhos

Em casos de AIJ oligoarticular com grave restrição funcional, a injeção intra-articular de corticosteroide é o tratamento de escolha, conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde:

“Os casos de AIJ oligoarticular podem ser tratados eficazmente apenas com anti-inflamatórios e/ou injeções nas articulações.”

A triancinolona hexacetonida promove redução rápida da inflamação, favorece ganho da amplitude de movimento e evita progressão para deformidades e limitação funcional. Além disso, minimiza efeitos colaterais sistêmicos relacionados ao uso oral de corticoides, o que é crucial em crianças.

Por que as demais alternativas estão incorretas?

A) Anti-inflamatórios não hormonais inibidores da Cox-2: Embora AINEs possam ser utilizados como primeira linha para sintomas leves, não são suficientes em casos de limitação funcional tão pronunciada.

B) Anti-TNF alfa: Reservados para formas refratárias ou poliarticulares. Não indicados na primeira abordagem da AIJ oligoarticular.

C) Prednisolona oral: O uso sistêmico é evitado por riscos de efeitos colaterais, especialmente em pediatria, sendo indicado apenas casos graves refratários.

D) Naproxeno associado ao metotrexato: O metotrexato é opção para formas poliarticulares ou em oligoarticular com resposta insatisfatória às medidas locais, não no início do manejo.

Dicas de prova e pontos-chave:

Fique atento à gravidade da limitação funcional e à predominância do quadro mono ou oligoarticular. A resposta local rápida e eficaz em crianças visa prevenir sequelas irreversíveis. Pegadinhas comuns envolvem uso precoce de imunobiológicos ou corticoides sistêmicos sem refratariedade comprovada.

Referências: PCDT AIJ Ministério da Saúde (2020), Nelson Tratado de Pediatria, UpToDate.

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