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Q3222078 Filosofia
De acordo com as concepções de Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau sobre o estado de natureza e o contrato social, assinale a alternativa correta.
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Tema central da questão: A questão aborda as teorias de Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau sobre o estado de natureza e o contrato social. Estes conceitos são fundamentais para entender a filosofia política, especialmente a justificativa para a formação dos governos e das sociedades.

Para resolver essa questão, é necessário compreender as visões contrastantes dos dois filósofos sobre a natureza humana e a origem da sociedade civil.

Resumo teórico:

Thomas Hobbes: Em sua obra "Leviatã", Hobbes descreve o estado de natureza como um estado de guerra de todos contra todos, onde não há leis nem autoridade, e a vida humana seria "solitária, pobre, desagradável, bruta e curta". Para Hobbes, o contrato social é necessário para garantir a paz e a ordem, estabelecendo um soberano absoluto que detém o poder para impor leis.

Jean-Jacques Rousseau: Em "O Contrato Social", Rousseau discorda da visão negativa de Hobbes sobre o estado de natureza. Para ele, este estado é harmonioso e os conflitos surgem com a formação da sociedade e a propriedade privada. Rousseau propõe um contrato social que visa estabelecer a liberdade coletiva, através da conformidade à vontade geral.

Alternativa correta: E

A alternativa E está correta porque expressa de maneira precisa as diferenças fundamentais entre as concepções de Hobbes e Rousseau sobre o contrato social. Hobbes defende que o contrato social estabelece um soberano absoluto como garantia de paz e ordem. Já para Rousseau, o contrato social assegura a liberdade coletiva por meio da conformidade à vontade geral.

Análise das alternativas incorretas:

A - Esta alternativa está incorreta porque, embora Hobbes veja o estado de natureza como um estado de guerra, Rousseau não o descreve assim. Rousseau acredita que o estado de natureza é mais harmonioso do que Hobbes propõe.

B - Incorreta, pois inverte as concepções dos filósofos. Hobbes é quem descreve o estado de natureza como uma guerra de todos contra todos, não Rousseau.

C - Esta alternativa está parcialmente correta, mas falha ao não reconhecer que Rousseau defende que o contrato é válido apenas se respeitar a vontade geral, enquanto a visão de Hobbes sobre a irrevogabilidade do contrato social não é totalmente precisa.

D - Incorreta, pois Hobbes e Rousseau têm visões diferentes sobre a propriedade no estado de natureza. Para Rousseau, a propriedade privada é o início da desigualdade, enquanto para Hobbes, não há menção específica à proteção da propriedade como motivação principal para o contrato social.

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A alternativa C também é correta. Há margem para recurso

Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau, ambos importantes filósofos contratualistas, divergiam em suas visões sobre a natureza humana e a origem do Estado. Hobbes, defensor do absolutismo, acreditava que o ser humano no estado de natureza é egoísta e busca a sobrevivência, o que, segundo ele, leva à guerra de todos contra todos. Para evitar esse estado de caos, Hobbes propôs a criação de um Estado forte e centralizado. Lembrar de hobin Hood. Já Rousseau defendia que o ser humano no estado de natureza é naturalmente bom e compassivo, e que a sociedade e a desigualdade é que o corrompem. Ele propôs um contrato social que garantisse a liberdade e a igualdade dos indivíduos, mas também a submissão à vontade geral, ou seja, à vontade do povo como um todo. Para Rousseau, o objetivo do Estado é garantir o bem-estar e a liberdade dos cidadãos, e não apenas a segurança e a ordem - ROU ROU quem faz é o papai noel, aquele que eu faço um contrato ao final do ano para ganhar presente.

Hobbes defende um soberano com poder total pra garantir paz e segurança. Já Rousseau fala de uma liberdade coletiva, onde as decisões seguem a vontade geral do povo. Cada um com sua ideia, mas os dois falando de formas de organizar a sociedade.

GAB.: E

APMBB⭐

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Tema central da questão: A questão aborda as teorias de Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau sobre o estado de natureza e o contrato social. Estes conceitos são fundamentais para entender a filosofia política, especialmente a justificativa para a formação dos governos e das sociedades.

Para resolver essa questão, é necessário compreender as visões contrastantes dos dois filósofos sobre a natureza humana e a origem da sociedade civil.

Resumo teórico:

Thomas Hobbes: Em sua obra "Leviatã", Hobbes descreve o estado de natureza como um estado de guerra de todos contra todos, onde não há leis nem autoridade, e a vida humana seria "solitária, pobre, desagradável, bruta e curta". Para Hobbes, o contrato social é necessário para garantir a paz e a ordem, estabelecendo um soberano absoluto que detém o poder para impor leis.

Jean-Jacques Rousseau: Em "O Contrato Social", Rousseau discorda da visão negativa de Hobbes sobre o estado de natureza. Para ele, este estado é harmonioso e os conflitos surgem com a formação da sociedade e a propriedade privada. Rousseau propõe um contrato social que visa estabelecer a liberdade coletiva, através da conformidade à vontade geral.

Alternativa correta: E

A alternativa E está correta porque expressa de maneira precisa as diferenças fundamentais entre as concepções de Hobbes e Rousseau sobre o contrato social. Hobbes defende que o contrato social estabelece um soberano absoluto como garantia de paz e ordem. Já para Rousseau, o contrato social assegura a liberdade coletiva por meio da conformidade à vontade geral.

Análise das alternativas incorretas:

A - Esta alternativa está incorreta porque, embora Hobbes veja o estado de natureza como um estado de guerra, Rousseau não o descreve assim. Rousseau acredita que o estado de natureza é mais harmonioso do que Hobbes propõe.

B - Incorreta, pois inverte as concepções dos filósofos. Hobbes é quem descreve o estado de natureza como uma guerra de todos contra todos, não Rousseau.

C - Esta alternativa está parcialmente correta, mas falha ao não reconhecer que Rousseau defende que o contrato é válido apenas se respeitar a vontade geral, enquanto a visão de Hobbes sobre a irrevogabilidade do contrato social não é totalmente precisa.

D - Incorreta, pois Hobbes e Rousseau têm visões diferentes sobre a propriedade no estado de natureza. Para Rousseau, a propriedade privada é o início da desigualdade, enquanto para Hobbes, não há menção específica à proteção da propriedade como motivação principal para o contrato social.

Thomas Hobbes (1588–1679) e Jean-Jacques Rousseau (1712–1778) são dois dos mais influentes pensadores do contratualismo, mas têm visões profundamente diferentes sobre:

  • Hobbes: é um estado de guerra de todos contra todos (“bellum omnium contra omnes”), onde a vida é “solitária, pobre, sórdida, brutal e curta”.
  • Rousseau: o estado de natureza é um estado pacífico, onde o ser humano é bom por natureza, mas vive isoladamente. A corrupção surge com a propriedade privada e a vida em sociedade.
  • Hobbes: os indivíduos entregam seus direitos a um soberano absoluto (o Leviatã), que tem poder irrestrito para garantir ordem e segurança.
  • Rousseau: o contrato é um pacto entre iguais, que formam um corpo político regido pela vontade geral. Ele busca garantir a liberdade coletiva, pois ao obedecer à vontade geral, o cidadão obedece a si mesmo.

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