O regime de política macroeconômica prevalecente no Brasil é...
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Vamos analisar a questão sobre o tripé macroeconômico e identificar a alternativa correta. A resposta certa é a Alternativa B.
Tema central da questão: O tripé macroeconômico é um conjunto de diretrizes que orienta a política econômica do Brasil, composto por três pilares fundamentais: metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal. Esse modelo busca estabilizar a economia, promover o crescimento sustentável e controlar a inflação.
Resumo teórico: O tripé se fundamenta em:
- Metas de inflação: Controladas pelo Banco Central, visando manter a inflação dentro de uma faixa preestabelecida, utilizando a taxa de juros como principal instrumento.
- Câmbio flutuante: O valor do real é determinado pelas forças de mercado, permitindo ajustes automáticos ao equilíbrio externo.
- Responsabilidade fiscal: Busca o equilíbrio das contas públicas, reduzindo a relação dívida/PIB e promovendo superávits primários.
Referência: Banco Central do Brasil (https://www.bcb.gov.br), Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000).
Justificativa da alternativa correta: A Alternativa B menciona corretamente os três componentes do tripé: a estabilidade da taxa de inflação, o equilíbrio do balanço de pagamentos e a estabilidade/redução da dívida pública em relação ao PIB. Isso está em linha com os objetivos das políticas macroeconômicas brasileiras.
Análise das alternativas incorretas:
- Alternativa A: Incorreta porque menciona "superávit primário do balanço de pagamentos", uma expressão que não faz sentido. O superávit primário refere-se às contas públicas, não ao balanço de pagamentos.
- Alternativa C: Incorreta ao confundir balança comercial com o tripé macroeconômico e ao focar na redução da dívida pública federal, ignorando o contexto do PIB.
- Alternativa D: Incorreta pois menciona "superávit da balança comercial", que não é parte do tripé macroeconômico.
- Alternativa E: Incorreta ao incluir "superávit do balanço de pagamentos", que não compõe o tripé macroeconômico, e menciona a redução da dívida pública interna e externa do Governo Federal, algo não diretamente relacionado ao modelo.
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Comentários
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(...)
O tripé da política macroeconômica do governo, adotado desde 1.999, é baseado em 03 elementos principais:
- Câmbio flutuante (visando ao equilíbrio do Balanço de Pagamentos e proteção a choques externos, tão comuns na década de 1990)
- Metas de superávit primário
- Metas (rígidas) de controle da inflação
A alternativa que mais se encaixa no tripé acima é a letra B.
Vale ressaltar que não são objetivos de política macroeconômica:
- Reduzir a inflação (se ela já estiver em uma patamar baixo, o objetivo é buscar a estabillidade ou controle da taxa de inflação);
- Superávit da balança comercial (na verdade, o objetivo é o equilíbro do balanço de pagamentos, e a balança comercial é um elemento dentro deste objetivo maior);
- Reduzir a dívida pública (na verdade, se o PIB aumenta mais que a dívida, o aumento de dívida não é algo ruim).
Fonte: Prof Heber Carvalho
http://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/comentarios-as-questoes-de-economia-do-icmsrj/http://guiadoestudante.abril.com.br/blog/atualidades-vestibular/tripe-macroeconomico-veja-como-funciona-a-estrutura-da-politica-economica-do-brasil/
O que é?
O tripé macroeconômico, como o nome já diz, consiste em um conjunto de três elementos:
1. O câmbio flutuante
É o regime cambial adotado no Brasil. Segundo este regime, o preço de uma moeda em relação a outra no mercado de câmbio varia de acordo com a oferta e a procura por aquela moeda. Por conta da adoção desse regime é que todo dia anuncia-se um valor diferente para o dólar, por exemplo
2. A meta de inflação
Através desse mecanismo, um órgão do Governo Federal determina a taxa de inflação que a economia brasileira deve ter a cada ano. De posse dessa informação, as autoridades monetárias que compõem o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúnem periodicamente e estabelecem qual deverá ser a taxa básica de juros (Selic) para alcançar a inflação desejada.
Atualmente, a meta anual para a inflação brasileira é de 4,5%, com teto de 6% e piso de 3%. Em 2015, a inflação estourou o teto da meta, fechando o ano em 10,67%. O Banco Central prevê inflação de 7,3% em 2016 – ou seja, mais uma vez deve ocorrer o estouro da meta.
3. A meta fiscal
Muitas vezes referida como meta de superávit, a meta fiscal é definida todo ano pelo Congresso Nacional, por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA). Caso queira alterar essa meta, o Executivo deve pedir autorização ao Legislativo. Seu descumprimento pode ser considerado crime de responsabilidade e levar ao impeachment do chefe do Poder Executivo
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