C., uma técnica de laboratório de 30 anos, procurou o depar...

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Q4379410 Psicologia
C., uma técnica de laboratório de 30 anos, procurou o departamento de psiquiatria de uma clínica após uma crise de choro no trabalho. Ela foi encaminhada pelo programa de assistência de sua empresa. Seu supervisor a repreendeu por uma crítica leve durante uma avaliação de desempenho. C. sentia-se constrangida e admitiu estar “triste há anos”, afirmando que a crítica foi a gota d'água. Originária de outro país, C. se mudou para cursar pós-graduação, mas desistiu do doutorado para trabalhar como técnica. Ela se sentia frustrada com o emprego, que considerava um “beco sem saída”, e tinha medo de não ser talentosa o suficiente para encontrar algo mais gratificante. Apesar dos problemas, ela conseguia se concentrar. Não tinha pensamentos recorrentes de morte, mas questionava “qual é o sentido de viver”. Relatou ter dificuldade para dormir, mas negou mudanças no peso ou apetite. C. se sentia tímida em situações sociais, mas gostava de se exercitar e de ficar ao ar livre. Seus sintomas, que aumentavam e diminuíam, eram constantes nos últimos três anos e não sugeriam episódios de euforia (mania). Filha única, ela cresceu com um forte vínculo com o pai. Sua mãe, por outro lado, parecia emocionalmente distante e deprimida. C. teve seu primeiro episódio depressivo no ensino médio, após seu pai ser hospitalizado por leucemia. Ela foi tratada com psicoterapia e teve uma boa resposta. Ela não apresentava histórico de outros problemas psiquiátricos e usava apenas multivitaminas e anticoncepcionais. C. optou por uma combinação de medicamentos e psicoterapia. Após alguns meses de tratamento, revelou ter sido abusada sexualmente na infância e ter um padrão de relacionamentos disfuncionais. Considerando-se o caso clínico descrito, assinalar a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o transtorno do qual C. provavelmente sofre.
Alternativas