Na seguinte frase do matemático Omar Khayyam "Por mais segu...
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Tema da questão: valor semântico de conectivos (conjunções e locuções) — coesão e equivalência de sentido.
Regra gramatical aplicada:
- O conector para, seguido de infinitivo (para não causares), exprime finalidade. Trata-se de preposição com valor final, equivalente a a fim de. Referência: Bechara, “Moderna Gramática Portuguesa”, e Cunha & Cintra, “Nova Gramática do Português Contemporâneo”, que registram o uso de para + infinitivo como expressão de finalidade, sinônima de a fim de (+ infinitivo) ou para que (+ verbo no subjuntivo).
- O conector se introduz oração condicional (protase): “Se (caso) X, então Y”. Referência: Bechara; Cunha & Cintra — se é conjunção subordinativa condicional, frequentemente permutável por caso.
Estratégia para resolver:
- Identifique a relação lógica entre as partes: finalidade (para quê?) e condição (sob que hipótese?).
- Faça o teste de substituição mantendo a lógica: troque para por a fim de e se por caso. Se o sentido e a correção permanecem, há equivalência.
- Cuidado com “pegadinhas”: conectivos como logo (conclusão), todavia (oposição) e não obstante (concessão) não exprimem finalidade nem condição.
Alternativa correta: A — “a fim de, caso”
- para = a fim de (finalidade): “cuida a fim de não causares dano a ninguém”. O objetivo de “cuidar” é “não causar dano”.
- se = caso (condição): “Caso o desejo de paz eterna exista dentro de ti, sofre sozinho…”. A segunda ação depende da hipótese da primeira.
- Ambos preservam o sentido original e a correção gramatical. Observação normativa: o uso do infinitivo pessoal em “não causares” é plenamente correto na norma culta (Bechara), e a locução “a fim de” admite infinitivo: “a fim de não causares/causar”.
Por que as demais estão incorretas?
B — “que, não obstante”: “que” não é conector típico de finalidade nesse contexto; já não obstante é concessivo (“apesar de”), não condicional. Muda a relação lógica da frase.
C — “logo, caso”: embora caso seja sinônimo adequado para se, logo é conclusivo (“portanto”), não expressa finalidade. A primeira substituição quebra o sentido.
D — “todavia, mesmo”: todavia é adversativo (“porém”); mesmo, sozinho, não é conjunção condicional. A forma concessiva seria “mesmo que”, que ainda assim não equivaleria a condição, mas a concessão.
Exemplos práticos para fixar:
- Finalidade: “Estudo a fim de (=para) passar no concurso.”
- Condição: “Caso (=se) chover, levo guarda-chuva.”
Conclusão: A equivalência correta preserva as relações de finalidade e condição, por isso a letra A é a única adequada.
Referências: Evanildo Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Celso Cunha e Lindley Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo; VOLP para confirmação ortográfica geral.
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Comentários
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o para em questão é consequência da causa "cuidar-se PARA não cair". "cuidar-se A FIM DE QUE não caias"
Já, o conectivo "que" é condicional, logo, o uso apropriado é "caso".
"caso não se cuide, irá cair"
A PREPOSIÇÃO ''PARA'' NAS MAIORINHAS DAS VEZES, SERÁ ENTENDIDO COMO ''FINALIDADE'',
Omar Khayyam <3
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