"Por mais seguro e firme que sejas, cuida para não causares...
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Tema central: Ortografia (acentuação gráfica de proparoxítonas) e regência/crase. A questão avalia o domínio das regras normativas do uso do acento nas palavras proparoxítonas e crase (acento grave), além de interpretação semântica e análise de funções sintáticas.
Justificativa da alternativa correta (D):
A alternativa D afirma: “A ausência do acento grave em ‘dano a ninguém’ é erro de regência”. Segundo a norma-padrão, para que haja crase (acento grave), é imprescindível que a preposição ‘a’ se una ao artigo feminino ‘a’ ou a pronomes femininos iniciados por “a”. No trecho analisado, “ninguém” é um pronome indefinido masculino que jamais admite artigo feminino antes dele. Portanto, não ocorre crase, e a frase está correta sem o acento grave. Como a alternativa D diz que há erro (quando, de fato, não há), ela é a INCORRETA e, portanto, a resposta.
Análise das alternativas incorretas:
A) “Vítima” e “algoz” possuem sentidos opostos (quem sofre o dano e quem o provoca, respectivamente). São, de fato, antônimos.
B) No trecho “Por mais seguro e firme que sejas...”, as expressões “seguro” e “firme” funcionam como predicativo do sujeito (qualificam o sujeito “tu”).
C) Palavras proparoxítonas (tônica na antepenúltima sílaba), como “vítima” e “cólera”, por regra, sempre são acentuadas. Vide Bechara, Cunha & Cintra.
Ponto de atenção: Questões de crase costumam trazer como “pegadinha” pronomes ou vocábulos que não aceitam artigo feminino (ninguém, alguém, palavras masculinas, verbos, nomes próprios de cidades sem artigo, etc.). Ao analisar a frase, sempre verifique se a palavra seguinte admite ou não o artigo “a”.
Resumo: A alternativa D está em desacordo com a regra de uso da crase, indicando erroneamente um erro onde não há. A ausência do acento grave está correta.
Resposta: D
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Comentários
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Incorreta. (Essa é a alternativa errada, ou seja, o gabarito da questão.)
Vamos explicar por quê:
- Trecho: “cuida para não causares dano a ninguém”
- A preposição “a” é usada antes de “ninguém” porque o verbo “causar” rege objeto indireto com preposição.
- Mas não há crase, pois não há artigo definido "a" antes de “ninguém”.
➡️ Crase (acento grave) só ocorre quando há a preposição + artigo feminino "a".
➡️ “Ninguém” é substantivo masculino de gênero comum (não aceita artigo definido “a”).
✅ Logo, a ausência do acento grave está correta, e dizer que é "erro de regência" está errado.
"Cuida para não causares dano a ninguém."
Não se admite crase antes de pronomes indefinidos, nesse caso, a palavra "ninguém".
A) "Vítima e algoz" são antônimos.
Correto. “Vítima” é quem sofre algum dano ou agressão, enquanto “algoz” é quem causa esse dano, o oposto. Logo, são antônimos.
B) "Seguro e firme" exercem função sintática de predicativo do sujeito.
Correto. Na frase “Por mais seguro e firme que sejas”, os termos “seguro” e “firme” caracterizam o sujeito (implícito “tu”), funcionando como predicativo do sujeito.
C) "Vítima e cólera", como todas as proparoxítonas, são acentuadas.
Correto. “Vítima” e “cólera” são palavras proparoxítonas e, conforme regra geral, todas as proparoxítonas são obrigatoriamente acentuadas.
D) A ausência do acento grave em "dano a ninguém" é erro de regência.
Incorreto. O acento grave () indica crase, que ocorre na contração da preposição “a” com o artigo definido feminino “a”. No caso “dano a ninguém”, o termo “ninguém” é pronome indefinido e não admite artigo definido. Portanto, não há crase e a ausência do acento grave está correta.
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