As alterações inflamatórias que acometem os tecidos gengiva...
Gabarito comentado
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Tema central: processo inflamatório gengival sem perda de inserção (gengivite) desencadeado sobretudo por biofilme dentário, com fatores modificadores locais e sistêmicos. É condição reversível que exige intervenção para não evoluir a periodontite.
Raciocínio clínico e conduta: Na gengivite, bactérias do biofilme provocam resposta inflamatória (eritema, edema, sangramento à sondagem), sem reabsorção óssea. A intervenção de escolha é controle do biofilme: instrução de higiene oral, remoção profissional de placa e cálculo (profilaxia/raspagem supragengival), correção de fatores retentivos (restaurações com excesso), reforço de hábitos e reavaliação em 2–4 semanas. Antissépticos (ex.: clorexidina 0,12% curto prazo) podem ser adjuvantes. Diretrizes EFP/AAP (Classificação 2018; Guias S3) e obras de referência (Carranza; Lindhe) sustentam essa conduta.
Diagnóstico em provas: sinais clínicos (edema, eritema, sangramento à sondagem), profundidades de sondagem geralmente ≤3 mm, sem perda de inserção clínica e sem perda óssea radiográfica. Identifique no enunciado pistas como “sem destruição do tecido de suporte”.
Gabarito: Alternativa C.
Por que a C está correta? Priorizar a remoção do biofilme interrompe a cascata inflamatória e previne progressão para periodontite. É o passo 1–2 das diretrizes EFP S3 para controle de doenças induzidas por biofilme: mudança comportamental, instrução de higiene e remoção mecânica profissional.
Análise das alternativas incorretas:
- A: Hormônios (puberdade, gravidez) são fatores moduladores, não causa suficiente isolada. Sem placa, não há inflamação clinicamente relevante. Diretrizes EFP reforçam a dependência do biofilme mesmo em condições hormonais.
- B: Não é autorresolutiva. Sem controle de placa, a inflamação persiste e pode evoluir. Acompanhamento odontológico é necessário para instrução, remoção de cálculo e reavaliação.
- D: Antibióticos sistêmicos não são tratamento de escolha na gengivite convencional. Indicados apenas em quadros específicos (ex.: doenças necrosantes com comprometimento sistêmico, imunossupressão), nunca de forma indiscriminada. O manejo é mecânico/comportamental.
Dicas de prova:
- Frases absolutas (“sempre”, “qualquer quadro”) costumam sinalizar erro.
- Procure “sem perda de suporte” → pense em gengivite e em controle de biofilme como primeira linha.
- Antibiótico sistêmico raro na gengivite; prefira remoção mecânica + educação em saúde bucal.
Referências rápidas: EFP/AAP 2018 Classification of Periodontal Diseases; EFP S3-level Clinical Practice Guidelines (etapas de terapia periodontal); Carranza’s Clinical Periodontology; UpToDate – Gingivitis.
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