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Q3507483 Odontologia
As alterações inflamatórias que acometem os tecidos gengivais podem decorrer de diferentes fatores locais e sistêmicos, sendo frequentemente observadas em pacientes com descuido na manutenção da saúde bucal. Embora esse quadro não envolva destruição do tecido de suporte, ele exige conduta clínica específica para evitar evolução. Considerando os fundamentos técnicos que regem esse tipo de condição inflamatória, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Tema central: processo inflamatório gengival sem perda de inserção (gengivite) desencadeado sobretudo por biofilme dentário, com fatores modificadores locais e sistêmicos. É condição reversível que exige intervenção para não evoluir a periodontite.

Raciocínio clínico e conduta: Na gengivite, bactérias do biofilme provocam resposta inflamatória (eritema, edema, sangramento à sondagem), sem reabsorção óssea. A intervenção de escolha é controle do biofilme: instrução de higiene oral, remoção profissional de placa e cálculo (profilaxia/raspagem supragengival), correção de fatores retentivos (restaurações com excesso), reforço de hábitos e reavaliação em 2–4 semanas. Antissépticos (ex.: clorexidina 0,12% curto prazo) podem ser adjuvantes. Diretrizes EFP/AAP (Classificação 2018; Guias S3) e obras de referência (Carranza; Lindhe) sustentam essa conduta.

Diagnóstico em provas: sinais clínicos (edema, eritema, sangramento à sondagem), profundidades de sondagem geralmente ≤3 mm, sem perda de inserção clínica e sem perda óssea radiográfica. Identifique no enunciado pistas como “sem destruição do tecido de suporte”.

Gabarito: Alternativa C.

Por que a C está correta? Priorizar a remoção do biofilme interrompe a cascata inflamatória e previne progressão para periodontite. É o passo 1–2 das diretrizes EFP S3 para controle de doenças induzidas por biofilme: mudança comportamental, instrução de higiene e remoção mecânica profissional.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Hormônios (puberdade, gravidez) são fatores moduladores, não causa suficiente isolada. Sem placa, não há inflamação clinicamente relevante. Diretrizes EFP reforçam a dependência do biofilme mesmo em condições hormonais.
  • B: Não é autorresolutiva. Sem controle de placa, a inflamação persiste e pode evoluir. Acompanhamento odontológico é necessário para instrução, remoção de cálculo e reavaliação.
  • D: Antibióticos sistêmicos não são tratamento de escolha na gengivite convencional. Indicados apenas em quadros específicos (ex.: doenças necrosantes com comprometimento sistêmico, imunossupressão), nunca de forma indiscriminada. O manejo é mecânico/comportamental.

Dicas de prova:

  • Frases absolutas (“sempre”, “qualquer quadro”) costumam sinalizar erro.
  • Procure “sem perda de suporte” → pense em gengivite e em controle de biofilme como primeira linha.
  • Antibiótico sistêmico raro na gengivite; prefira remoção mecânica + educação em saúde bucal.

Referências rápidas: EFP/AAP 2018 Classification of Periodontal Diseases; EFP S3-level Clinical Practice Guidelines (etapas de terapia periodontal); Carranza’s Clinical Periodontology; UpToDate – Gingivitis.

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