O segmento “Âs vezes tinha vontade de acabar com isso. "Que...
Texto para responder à questão:
Casa de pensão
AZEVEDO, Aluisio. Casa de pensão. São Paulo: Ática, 1992, p.71-73. (Fragmento).
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Gabarito comentado
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Tema central: O foco da questão é o uso do tempo verbal, especialmente o pretérito imperfeito do indicativo, fundamental para descrever ações habituais, repetidas ou não concluídas no passado — ponto recorrente em textos narrativos de provas de concurso.
Justificativa da correta (Alternativa C):
No trecho analisado, temos verbos como “tinha” (tinha vontade), “significavam” (tais cautelas significavam), “enganavam-se”, todos conjugados no pretérito imperfeito do indicativo. Segundo Cunha & Cintra e Bechara, esse tempo verbal indica uma ação passada não concluída, contínua ou habitual, simultânea a outra ação passada. O próprio contexto do texto reforça a ideia de um estado emocional recorrente da personagem, não uma ação única e finalizada.
Por exemplo:
• “Às vezes tinha vontade...” = habitualidade/continuidade.
• “Significavam tais cautelas...” = situação constante no passado.
Assim, a alternativa C interpreta corretamente os efeitos do uso desse tempo verbal na narrativa: fato não concluído, simultâneo a um ponto de referência passado.
Crítica às alternativas incorretas:
A) Pretérito imperfeito do subjuntivo aparece em construções condicionais ou hipotéticas (“Se ela viesse...”), o que não acontece no trecho.
B) Mais-que-perfeito do indicativo indica ação totalmente realizada antes de outra passada (“Quando cheguei, ele partira.”), o que não está presente aqui.
D) Presente do indicativo expressa ações do agora (“Tenho vontade”), não do passado.
E) Pretérito perfeito do indicativo marca fatos concluídos (“Falei”), oposto ao valor contínuo e não terminado do trecho analisado.
Dicas práticas:
Em provas, atenção ao valor aspectual dos tempos verbais! Pretérito imperfeito do indicativo, em narrativas, quase sempre retrata ações passadas em andamento ou estados duradouros, diferentemente do perfeito (concluídas) ou do mais-que-perfeito (anterioridade concluída).
E lembre-se: grandes gramáticos (Bechara, Cunha & Cintra) ressaltam a importância de identificar os efeitos de cada tempo verbal para garantir fidelidade à norma-padrão!
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Comentários
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GABARITO: LETRA C
→ “Que diabo significavam tais cautelas?... Se a supunham uma toleirona, enganavam-se – ela era muito capaz de os enfiar a todos pelo ouvido de uma agulha!”
→ Verbo conjugado na 3ª pessoa do plural do pretérito imperfeito do indicativo (=fato como não concluído, situando-o em um espaço de tempo simultâneo a um ponto de referência passado).
✓ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!
Pretérito imperfeito = VA - IA - NHA - ERA
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