Cortar completamente carne e laticínios faz bem à
saúde?
O que diz a ciência
Mais e mais pessoas estão comendo refeições
vegetarianas e veganas — e parte do motivo é que isso
é visto como mais saudável. A BBC buscou as
evidências sobre o impacto na saúde.
O número de pessoas que diminuíram o consumo de
carnes e laticínios ou cortaram completamente esses
alimentos de suas dietas tem aumentado na última
década.
Em 2018, segundo o Ibope, 30 milhões de brasileiros
não comiam nenhuma carne — em áreas metropolitanas,
o percentual de brasileiros vegetarianos havia saltado de
8%, em 2012, para 16% em 2018, segundo o instituto. Já
no Reino Unido, segundo pesquisa da The Vegan
Society, o número de veganos quadruplicou entre 2006 e
2018.
Uma motivação comum para quem decide deixar o bife
para trás são os benefícios à saúde. A dieta vegana é
geralmente considerada mais rica em fibras e tem
índices menores de colesterol, proteínas, cálcio e sal do
que a dieta onívora.
Mas ainda existem conceitos equivocados e a eliminação
completa de carne, peixe, ovos e laticínios de nossas
dietas gera preocupações.
Uma delas é se uma dieta vegana fornece vitamina B12
suficiente. Essa vitamina ajuda a prevenir danos no
sistema nervoso e é encontrada em carnes, peixes, ovos
e laticínios, mas não em frutas ou vegetais.
Recomenda-se que os adultos consumam 1,5
microgramas de vitamina B12 por dia.
"A deficiência de B12 pode levar a sintomas neurológicos
irreversíveis se a deficiência se prolongar muito", diz
Janet Cade, do Grupo de Epidemiologia Nutricional da
Escola de Ciência e Nutrição Alimentar da Universidade
de Leeds, no Reino Unido.
Um estudo recente com 48 mil pessoas com mais de 18
anos comparou a saúde de quem come carne,
pescetarianos (aqueles que comem peixes, ovos e
laticínios, mas não carne de outros animais) e
vegetarianos, incluindo alguns veganos (aqueles que
não consomem nenhum tipo de carne, nem produtos
derivados de animais, como mel, leite, gelatina ou ovos).
Eles descobriram que as pessoas com dietas veganas e
vegetarianas têm menor risco de doença cardíaca, mas
maior risco de derrame, em parte, possivelmente, devido
à falta de vitamina B12.
Os pesquisadores descobriram que aqueles que não
comiam carne registraram 10 casos a menos de doenças
cardíacas e três derrames a mais a cada mil pessoas,
em comparação com carnívoros.
Disponível em:
https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2020/02/23/cortar-complet
amente-carne-e-laticinios-faz-bem-a-saude-o-que-diz-a-ciencia.ghtml.
Acesso em 26.10.2023
No texto, a palavra carnívoro é uma palavra composta
por derivação sufixal a partir da palavra CARNE.
Assinale a alternativa em que só constam palavras
retiradas do texto que são compostas por derivação
prefixal ou sufixal: