O tratamento da tuberculose em pessoas vivendo com HIV segu...

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Q2132968 Enfermagem
O tratamento da tuberculose em pessoas vivendo com HIV segue as mesmas recomendações para os não infectados, tanto na utilização dos fármacos quanto na duração total do tratamento.
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Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV) tem maior risco de progressão de tuberculose infecção para doença ativa e maior possibilidade de ter formas atípicas e graves. A tuberculose é a doença oportunista que mais leva PVHIV a óbito e a associação de tuberculose MDR com infecção pela HIV tem sido relatada em várias regiões do mundo. O tratamento da tuberculose em pessoas vivendo com HIV segue as mesmas recomendações para os não infectados, tanto na utilização dos fármacos quanto na duração total do tratamento e poderá ser realizado pela Atenção Básica ou nos serviços especializados no atendimento do HIV.


Gabarito do Professor: CERTO


Bibliografia

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019.

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Essa afirmação está correta. A tuberculose é uma doença comum em pessoas vivendo com HIV e, portanto, é importante que elas recebam o mesmo tratamento que as não infectadas. O tratamento padrão para a tuberculose é uma combinação de quatro drogas, com uma duração total de seis meses. Esse tratamento é eficaz tanto para pessoas com HIV quanto para as não infectadas. É importante que as pessoas vivendo com HIV também recebam tratamento para sua infecção pelo HIV, já que isso pode ajudar a prevenir a reativação da tuberculose no futuro.

Tratamento da Tuberculose: 6 meses

RHZE 2 meses (intensiva)

RH 4 meses (manutenção)

Gabarito: Errado (E)

Embora a utilização dos fármacos no esquema básico seja muito semelhante, a afirmação está errada ao generalizar que o tratamento segue as mesmas recomendações e a mesma duração total para todas as Pessoas Vivendo com HIV (PVHIV) em comparação com os não infectados.

O Ministério da Saúde estabelece particularidades cruciais para a coinfecção TB-HIV, especialmente quanto ao manejo de formas específicas da doença, interações medicamentosas com a terapia antirretroviral (TARV) e o tempo de tratamento.

  • Em não infectados: O tratamento dura 6 meses para a maioria das formas (esquema RIPE: 2 meses de Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol + 4 meses de Rifampicina e Isoniazida). A exceção é a forma meningoencefálica, que dura 12 meses.
  • Nas PVHIV: Se o paciente apresentar Tuberculose Meningoencefálica ou Osteoarticular, o tempo de tratamento é estendido para 12 meses (2 meses de RIPE + 10 meses de RI). Além disso, em casos de imunodepressão grave ou resposta clínica lenta, a extensão do tratamento de outras formas pode ser avaliada individualmente pelo médico, diferindo do protocolo padrão dos soronegativos.

O maior desafio na coinfecção TB-HIV é a interação da Rifampicina (potente indutor enzimático) com os antirretrovirais:

  • A Rifampicina reduz drasticamente os níveis séricos de vários medicamentos do HIV, como os Inibidores de Integrase (ex: Dolutegravir).
  • Devido a isso, o esquema da TARV precisa ser modificado. Para pacientes em uso de Dolutegravir (DTG), por exemplo, é necessário dobrar a dose do Dolutegravir (administrando 50 mg de 12h em 12h, em vez de uma vez ao dia) enquanto durar o tratamento com a Rifampicina.
  • Em pacientes HIV positivos que descobrem a tuberculose e ainda não tratam o HIV, a TARV não deve ser iniciada no mesmo dia.
  • Deve-se iniciar o tratamento da tuberculose primeiro e introduzir a TARV de 2 a 8 semanas depois, dependendo da contagem de linfócitos T-CD4. Isso serve para evitar a Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (SÍRI), uma reação inflamatória grave exacerbada contra os antígenos do bacilo.

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