Ao passar a frase “Aquele grande ator de teatro, po...
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Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: A
Fundamento decisivo: Na conversão da voz passiva analítica para a ativa, o trecho decisivo “era sempre levado a sério por seu grande público fiel” exige manter o pretérito imperfeito do indicativo e transferir o agente da passiva (“por seu grande público fiel”) para a função de sujeito; por isso, a forma equivalente é “levava”, correspondente à alternativa A.
- Localize primeiro a oração que realmente está na voz passiva; não use o tempo verbal de outra oração da frase.
- Na conversão da passiva analítica para a ativa, transforme o agente da passiva em sujeito e mantenha o mesmo tempo e modo do verbo principal.
- Use advérbios como “sempre” para confirmar o valor aspectual: aqui, eles reforçam habitualidade e favorecem o pretérito imperfeito.
- Elimine formas verbais que mudem o sentido temporal da frase, mesmo que continuem no passado.
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Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o sentido da frase.
Por exemplo:
| | inventou | a imprensa | (Voz Ativa) |
| Sujeito da Ativa | Objeto Direto | ||
| A imprensa | foi inventada | por Gutenberg | (Voz Passiva) |
| Sujeito da Passiva | Agente da Passiva | ||
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo. Observe mais exemplos:
- Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos.
Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos mestres.
- Eu o acompanharei.
Ele será acompanhado por mim.
Obs.: quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não haverá complemento agente na passiva.
Por exemplo:
Fui prejudicado.
Fonte - SOS português;
então o verbo levar tambem terá que ficar.
Os tempos verbais não podem mudar.
“Aquele grande ator de teatro, por mais ridículo que fosse o seu papel, era sempre levado a sério por seu grande público fiel.”
Bom, antes de irmos direto a resposta, vamos analisar a questão. A questão quer a frase na voz ativa, logo, ela está na voz passiva.
Pensemos o seguinte: Quem era sempre levado a sério...? A resposta será o sujeito: Aquele grande ator de teatro. Ele está sofrendo a ação, então, ele é sujeito paciente.
Identifique que na frase temos o verbo ERA + o particípio do verbo LEVAR, típico da voz passiva (era + levado).
1) Aquele grande ator de teatro = sujeito da passiva;
2) Era levado = verbo na voz passiva; (verbo ser mais o particípio do verbo levar)
3) seu grande público fiel = agente da passiva (pratica a ação de levar o sujeito da passiva a sério).
Quando passarmos da ativa para a passiva irá haver mudanças:
a) Agente da passiva -> Sujeito;
b) Sujeito -> Objeto direto
Vamos provar se é verdade?
Seu grande público fiel sempre levava a sério aquele grande ator de teatro, por mais ridículo que fosse seu papel.
Quem levava a sério...? Seu grande público fiel . Levava o quê/quem (a sério)? Aquele grande ator de teatro.
1) Seu grande público fiel = Sujeito;
2) Levava = verbo na voz ativa;
3) Aquele grande ator de teatro = Objeto Direto. (Levava = VTD)
Percebeu as mudanças sintáticas? E a mudança do verbo da passiva para o verbo da ativa? LEVAVA.
Como a colega acima disse, sobre os tempos verbais, e necessário que o tempo verbal da voz ativa siga o tempo verbal do verbo auxiliar da voz passiva.
Voz ativa: LEVAVA - Pretérito Imperfeito
Voz passiva: ERA - Pretérito Imperfeito (Não confundir com o pretérito perfeito: eu fui)
Como já se sabe, na voz passiva sempre temos a seguinte fórmula:
Verbo auxiliar SER ou ESTAR CONJUGADO + Verbo principal no PARTICÍPIO.
E como também já sabemos, quem na verdade faz o TRABALHO PESADO (faz as conjugações modo-temporal) é o verbo AUXILIAR (o nome já diz tudo).
“Aquele grande ator de teatro, por mais ridículo que fosse o seu papel, era
Quando vamos fazer a transposição da voz PASSIVA para a ATIVA, nós simplesmente CORTAMOS O VERBO AUXILIAR. Cortado o verbo auxiliar (era) quem irá fazer o TRABALHO PESADO agora? Será o verbo PRINCIPAL.
Daí se faz a pergunta: qual era o modo e o tempo do verbo AUXILIAR (que foi cortado)? Oras, o modo e o tempo do verbo "era" era o PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO. Pronto! Agora aplicamos esse modo e tempo no verbo principal "levado". Como ficaria o verbo "levar" no PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO? Simples: LEVAVA.
FIcando a frase da seguinte maneira:
Seu grande público fiel sempre LEVAVA a sério aquele grande ator de teatro.
Veja que dentre as alternativas a única opção é a letra A. Somente refiz a frase na voz ativa para terminar a linha de raciocínio, coisa que não era necessário.
Para fazer o contrário (Voz ATIVA para a PASSIVA) basta CRIAR um verbo auxiliar (SER ou ESTAR) e jogar a conjugação do verbo PRINCIPAL para ele, ou seja, já que estamos criando um AUXILIAR (ser ou estar) passará este a FAZER O TRABALHO PESADO.
Para se memorizar melhor isto imagine uma situação de um advogado e seu secretário. Enquanto o secretário (verbo auxiliar) TRABALHA (faz as conjugações modo-temporais) para o advogado (verbo principal) este fica só na boa. Daí, quando aquele (o secretário - verbo auxiliar) pede conta este (o advogado - verbo principal) precisará de TRABALHAR (fazer as conjugações modo-temporais).
Observação: para melhor compreensão e reforço desse assunto, sugiro a leitura do comentário do colega Giovani na questão Q213543.
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