De acordo com o Ministério da Saúde, a probabilidade de apr...
I. Realizar consulta de enfermagem para pessoas com menor risco para desenvolver DM tipo 1, abordando fatores de risco, estratificação do risco cardiovascular e orientação sobre mudanças no estilo de vida.
II. Conhecer a história pregressa do paciente, seu contexto social e econômico, grau de escolaridade, avaliar o potencial para o autocuidado e avaliar as condições de saúde.
III. Determinar se existe um problema associado que requeira tratamento imediato ou investigação mais detalhada, a fim de estabelecer um plano terapêutico e classificar o tipo de diabetes e o estágio glicêmico.
IV. Estimular e auxiliar a pessoa a desenvolver seu plano de autocuidado em relação aos fatores de risco identificados durante o acompanhamento.
São corretas as alternativas:
Gabarito comentado
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Tema central: rastreamento de Diabetes Mellitus (DM) na Atenção Primária à Saúde (APS) pela enfermagem, com foco em identificação de riscos, classificação do estágio glicêmico e apoio ao autocuidado.
Alternativa correta: C (II, III, IV)
Por quê?
- II. Levantar história pregressa, contexto socioeconômico, escolaridade, potencial para autocuidado e condições de saúde é pilar do rastreamento. Isso permite identificar fatores de risco (idade ≥45 anos, sobrepeso/obesidade, história familiar, hipertensão, dislipidemia, DM gestacional, SOP, sedentarismo) e barreiras ao cuidado. Diretrizes do MS (Caderno de Atenção Básica – Diabetes) e SBD reforçam essa abordagem centrada na pessoa.
- III. O enfermeiro deve reconhecer agravos que exigem ação imediata (ex.: hiperglicemia sintomática, desidratação, sinais de cetose) e indicar investigação (glicemia em jejum, TOTG, HbA1c quando disponível), além de classificar o estágio glicêmico: normalidade, pré-diabetes (IFG 100–125 mg/dL ou IGT 140–199 mg/dL) e DM provável (jejum ≥126 mg/dL, HbA1c ≥6,5% NGSP/DCCT, ou glicemia casual ≥200 mg/dL com sintomas). A confirmação diagnóstica/definição final é médica, mas a classificação inicial e o plano de cuidado na APS são atribuições da enfermagem. (MS; ADA/SBD 2023–2024)
- IV. Estimular e construir o plano de autocuidado é conduta essencial: alimentação equilibrada, atividade física regular, cessação do tabagismo, redução de peso, adesão ao seguimento e metas personalizadas. Alinha-se ao Modelo de Atenção às Condições Crônicas e aos Protocolos de Enfermagem na APS.
Por que a I está incorreta? Fala em “pessoas com menor risco para DM tipo 1”. Na APS, o rastreamento prioriza indivíduos com maior risco de DM2; não há recomendação de rastrear DM1 na população geral (início súbito, autoimune). Logo, a direção da ação está equivocada. (MS; ADA/SBD)
Análise das alternativas:
- A (I, II, III): incorreta por incluir a I (equivocada) e excluir a IV, que é componente chave do cuidado.
- B (I, III, IV): incorreta por manter a I e excluir a II, que estrutura a estratificação de risco e o plano educativo.
- C (II, III, IV): correta, contempla avaliação integral, estratificação/classificação inicial e apoio ao autocuidado.
- D (I, II, III, IV): incorreta porque valida a I.
Dica de prova: desconfie de expressões como “menor risco” e “DM tipo 1” em rastreamento populacional. Procure palavras-chave seguras: “história e contexto”, “classificação do estágio glicêmico”, “plano de autocuidado” e “encaminhamento para confirmação médica”.
Referências úteis: Ministério da Saúde – Caderno de Atenção Básica: Diabetes Mellitus; Protocolos de Enfermagem na APS; Sociedade Brasileira de Diabetes e ADA 2023–2024 (critérios diagnósticos).
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