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Q3912594 Medicina
Lactente de 45 dias, com dificuldade alimentar e ganho ponderal lento, realiza ecocardiograma que demonstra aumento do tronco pulmonar com hiperfluxo pulmonar e imagem sugestiva de drenagem venosa anômala, sem obstrução evidente nas avaliações iniciais do retorno venoso, sendo discutida a necessidade de complementação diagnóstica com outros métodos de imagem. Considerando os critérios morfofuncionais e hemodinâmicos que orientam a caracterização das anomalias da conexão veno-atrial (tanto das veias sistêmicas quanto das veias pulmonares), incluindo implicações na interpretação do ecocardiograma e na definição de conduta, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a morfologia clássica da drenagem venosa anômala pulmonar total supracardíaca: em um lactente com ecocardiograma sugestivo de drenagem venosa anômala e necessidade de complementar a anatomia, a descrição correta é a de confluência venosa pulmonar comum drenando por veia vertical para o sistema venoso sistêmico superior, o que define a alternativa D.

Tema central: TAPVR supracardíaca
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque afirma ausência absoluta de utilidade diagnóstica do cateterismo. Nas anomalias da conexão veno-atrial, o ecocardiograma é o método inicial e tomografia ou ressonância podem complementar a anatomia, mas o cateterismo não foi abolido: ainda pode ter utilidade diagnóstica e hemodinâmica em anatomias complexas, dúvidas residuais e planejamento terapêutico, permitindo avaliação de pressões, resistências e magnitude de shunts.
B
Errada
Está errada porque transforma uma limitação prática eventual em contraindicação sistemática e ainda atribui incapacidade técnica ao método. A ressonância magnética cardíaca pode detalhar a anatomia venosa e quantificar fluxos diferenciais direita/esquerda e relação Qp:Qs por técnicas de fluxo, portanto não é sistematicamente contraindicada na drenagem venosa pulmonar anômala parcial à direita por suposta incapacidade de quantificação.
C
Errada
Está errada por afirmar um padrão anatômico obrigatório que não existe. Na persistência de veia cava superior esquerda, a drenagem mais comum é para o seio coronário e, portanto, para o átrio direito, sem dessaturação obrigatória. Drenagem para o átrio esquerdo é variante anatômica, não regra invariável; por isso não se pode concluir desvio sistêmico obrigatório para o átrio esquerdo.
D
Certa
A alternativa D está correta porque corresponde à classificação morfológica consolidada da drenagem venosa anômala pulmonar total supracardíaca. Nessa forma, as veias pulmonares não chegam ao átrio esquerdo; elas confluem em um coletor comum posterior e drenam cranialmente por uma veia vertical para o sistema venoso sistêmico superior, classicamente passando pela veia braquiocefálica esquerda e daí para a veia cava superior. Portanto, a descrição anatômica apresentada é compatível com a variante clássica dessa anomalia.
Pegadinha da questão
A banca explorou dois erros clássicos: esquecer a anatomia típica da TAPVR supracardíaca e aceitar alternativas com termos absolutos como "nenhuma utilidade", "sistematicamente contraindicado" e "invariavelmente", que contradizem a variabilidade anatômica e o uso real dos métodos de imagem.
Dica para questões semelhantes
  • Em TAPVR supracardíaca, procure a sequência anatômica: confluência venosa pulmonar comum, veia vertical e drenagem para o sistema venoso sistêmico superior.
  • Em cardiopatias congênitas, descarte alternativas que eliminam por completo o valor de um método diagnóstico sem contexto clínico ou anatômico.
  • Na persistência de veia cava superior esquerda, lembre que o padrão habitual é drenagem para o seio coronário; drenagem ao átrio esquerdo é exceção, não regra.

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