O cor triatriatum é uma cardiopatia congênita rara, caracte...

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Q3912588 Medicina
O cor triatriatum é uma cardiopatia congênita rara, caracterizada por uma membrana que divide o átrio em duas câmaras, podendo causar obstrução ao fluxo sanguíneo e sintomas variáveis conforme a gravidade anatômica. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O cor triatriatum ocorre comumente no átrio direito e geralmente não afeta o fluxo pulmonar ou sistêmico.
(__)Esta condição é geralmente assintomática em neonatos e lactentes, não exigindo investigação ecocardiográfica na suspeita clínica.
(__)O cor triatriatum é uma forma de comunicação interatrial simples, podendo ser tratado com medicação diurética sem necessidade de correção cirúrgica.
(__)O diagnóstico definitivo pode ser realizado por ecocardiografia, permitindo avaliação da membrana atrial, gradiente de fluxo e possíveis repercussões hemodinâmicas.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que o cor triatriatum clássico é uma membrana no átrio esquerdo com potencial obstrutivo do retorno venoso pulmonar; por isso, as três primeiras assertivas contrariam a anatomia e a fisiopatologia, enquanto a ecocardiografia com Doppler confirma a membrana e a repercussão hemodinâmica.

Tema central: Cor triatriatum
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque torna verdadeira a terceira assertiva. O erro médico dessa assertiva é confundir cor triatriatum com comunicação interatrial simples. No cor triatriatum há membrana intra-atrial potencialmente obstrutiva, não defeito septal simples. Diurético pode aliviar sintomas em alguns casos, mas não resolve a lesão anatômica; nos casos significativos, a base afirma necessidade de correção anatômica, em geral cirúrgica.
B
Certa
A alternativa B é a correta porque alinha os quatro itens com a definição e a repercussão reais da malformação. A forma classicamente reconhecida é no átrio esquerdo, não no direito. A lesão pode ser clinicamente relevante já na infância, conforme o grau de obstrução ao fluxo proveniente das veias pulmonares, de modo que não se pode considerar a condição geralmente assintomática nem dispensar ecocardiografia diante de suspeita clínica. Além disso, não se trata de uma comunicação interatrial simples, e diurético isolado não corrige a obstrução anatômica. Já a última assertiva está correta porque o ecocardiograma com Doppler é o exame-chave para definir a membrana intra-atrial, os gradientes de fluxo e a repercussão hemodinâmica.
C
Errada
Incorreta porque considera verdadeira a primeira assertiva. Isso contraria a anatomia típica da doença: a forma clássica é o cor triatriatum do átrio esquerdo, enquanto acometimento do átrio direito existe, mas é raro. Além disso, a lesão pode alterar de forma importante a hemodinâmica ao obstruir o retorno venoso pulmonar, portanto não se sustenta dizer que geralmente não afeta o fluxo pulmonar ou sistêmico.
D
Errada
Incorreta porque valida simultaneamente três afirmações incompatíveis com a doença. A primeira erra a localização habitual e minimiza a repercussão hemodinâmica. A segunda erra ao presumir ausência habitual de sintomas em neonatos e lactentes e ao dispensar ecocardiografia, apesar de a obstrução importante poder causar desconforto respiratório, congestão pulmonar e insuficiência cardíaca precoces. A terceira erra a natureza anatômica da lesão e propõe tratamento apenas sintomático para uma obstrução estrutural.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: trocar a forma clássica do átrio esquerdo pela variante rara do átrio direito e confundir membrana intra-atrial obstrutiva com comunicação interatrial simples.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro defina a anatomia da lesão: cor triatriatum clássico é membrana no átrio esquerdo, não defeito do septo interatrial.
  • Julgue a clínica pela obstrução: se a membrana é restritiva, pode haver manifestação precoce com repercussão pulmonar e insuficiência cardíaca.
  • Em cardiopatia congênita estrutural com suspeita de obstrução, a ecocardiografia com Doppler é o exame que confirma anatomia e hemodinâmica.

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