Julgue o item que se segue, à luz do disposto no MRPR.O exce...
Julgue o item que se segue, à luz do disposto no MRPR.
O excerto a seguir atende aos atributos de impessoalidade e uso da norma padrão previstos no MRPR.
O presente projeto visa à inclusão de estudantes de áreas periféricas nos programas de ensino profissionalizantes a que esta instituição se vincula.
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Impessoalidade: não há marcas de pessoalidade, como “eu”, “nós” ou opiniões do redator. A construção apresenta objetivamente a finalidade do projeto.
Norma-padrão: a construção está gramaticalmente adequada. Destaca-se o emprego correto da regência de “visar”, no sentido de “ter por objetivo”: “visa à inclusão”.
Portanto, o item deve ser julgado como CERTO.
Verbo "visar" no sentido de almejar pede preposição, por isso a crase esta certa
CERTO
O excerto atende perfeitamente aos atributos de impessoalidade e uso da norma-padrão da língua portuguesa exigidos pelo Manual de Redação da Presidência da República (MRPR). A redação é construída em terceira pessoa ("O presente projeto visa..."), evitando totalmente marcas de subjetividade ou opiniões pessoais (impessoalidade). Além disso, a regência do verbo visar no sentido de ter por objetivo foi aplicada de forma impecável com o uso do acento grave indicador de crase ("visa à inclusão"), respeitando estritamente a norma-padrão [MRPR].
DICA DE OURO
Viu na prova um texto curto de redação oficial e a banca perguntou se ele é impessoal? O seu gatilho de descarte rápido é procurar por verbos ou pronomes em primeira pessoa ("gostaríamos de incluir", "nosso projeto", "entendemos que"). Se não tiver "eu" nem "nós", e o texto for neutro e direto, o atributo da impessoalidade está cumprido. No caso acima, a regência de "visa à" com crase é o ponto nobre da norma-padrão que valida o item.
: BIZU MNEMÔNICO
"TEXTO OFICIAL É NEUTRO E PADRÃO: SEM IMPRESSÃO PESSOAL NA REDAÇÃO"
NEUTRO E PADRÃO: Uso estrito da terceira pessoa e obediência total à gramática (crase, regência, concordância).
SEM IMPRESSÃO PESSOAL: Proibido o uso de sentimentalismos, adjetivos exagerados ou marcas de primeira pessoa (eu/nós).
O Triplo Sentido da Impessoalidade: Conforme o MRPR, a impessoalidade deve ser observada sob três prismas obrigatórios:
Quem envia: É sempre a Administração Pública, e não o servidor como indivíduo.
Quem recebe: É o cidadão ou outro órgão público, tratados de forma homogênea e sem favoritismos.
O assunto: É de interesse público e coletivo, despido de paixões políticas ou pessoais.
Manual de Redação da Presidência da República (3ª Edição, Capítulo I - Aspectos Gerais da Redação Oficial):
"A redação oficial deve primar pela impessoalidade, pela clareza, pela concisão e pelo uso da norma-padrão da língua portuguesa. [...] Os atos oficiais devem ser redigidos sem marcas de individualidade de quem os escreve. O uso da norma-padrão decorre do mandamento constitucional de que a comunicação pública deve ser acessível a todos e uniforme."
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