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Q3291776 Odontologia
Um paciente adulto, 55 anos, sexo masculino, apresentou-se na Unidade Básica de Saúde queixando-se de sangramento gengival e mobilidade em vários dentes. O paciente foi diagnosticado com periodontite. Em relação a essa patologia, é CORRETO afirmar que:
Alternativas

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Tema central: Periodontite é uma doença inflamatória crônica do periodonto, desencadeada por biofilme disbiótico e modulada pela resposta imune do hospedeiro, caracterizada por perda de inserção clínica e reabsorção de osso alveolar (Classificação AAP/EFP 2018; Carranza; Lindhe).

Alternativa correta (E) – Justificativa: Os sinais descritos (recessão gengival, mobilidade dentária, inflamação com sangramento e possível supuração, halitose e risco de perda dentária) são típicos da periodontite. Clinicamente, espera-se profundidade de sondagem aumentada, sangramento à sondagem e perda de inserção; radiograficamente, perda óssea. Esses achados sustentam o diagnóstico e a gravidade (estadiamento e graduação) conforme AAP/EFP 2018 e UpToDate.

Como interpretar em provas: Diante de “sangramento gengival” + “mobilidade”, pense em destruição periodontal. Recessão e supuração reforçam cronicidade/atividade. Mobilidade não ocorre na gengivite simples.

Por que as demais estão incorretas?

A – Não é “estágio inicial da gengivite”. Gengivite é reversível e sem perda de inserção/óssea. Periodontite implica perda irreversível de suporte (Carranza; AAP/EFP 2018).

B – O tratamento controla a infecção e estabiliza a doença, mas não restaura totalmente o osso/periodonto à condição inicial. Regeneração verdadeira é possível apenas em defeitos específicos com técnicas como ROG/biomateriais, e não é a regra (Lindhe; UpToDate).

C – “Terceira causa” não procede. Em adultos, a periodontite é uma das principais e frequentemente a líder causa de perda dentária, junto com cárie; não há base epidemiológica para fixá-la como terceira (GBD/OMS; Peres et al., Lancet 2019).

D – Cárie não é o principal fator de risco. O principal determinante é o biofilme dentário, além de tabagismo, diabetes mal controlado, higiene precária e predisposição genética. Cárie é doença distinta, embora compartilhem determinantes comportamentais (AAP/EFP 2018; Ministério da Saúde – Atenção Básica em Saúde Bucal).

Diagnóstico resumido: Sondagem periodontal com PS/BS, perda de inserção clínica, perda óssea radiográfica (periapicais/interproximais), avaliação de fatores de risco e estadiamento/graduação (Tonetti et al., J Periodontol 2018).

Conduta recomendada (linha do cuidado): Controle de biofilme e instrução de higiene; raspagem e alisamento radicular; controle de tabagismo e do diabetes; reavaliação em 4–12 semanas; manutenção periodontal periódica. Antimicrobianos sistêmicos apenas em indicações específicas (casos avançados selecionados), conforme diretrizes AAP/UpToDate.

Pegadinhas: confundir reversibilidade (gengivite x periodontite), atribuir à cárie como fator de risco e aceitar “regeneração total” pós-tratamento.

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